Blog dum gajo do Porto acerca de gaijas, actualidade política e sem futebol. Aqui o marmelo não gosta de futebol

Quinta-feira, 6 de Outubro de 2011

A morte saiu à rua outra vez.

Desta vez a velha puta apanhou o Timo.

Se eu quisesse fazer um obituário ao Timo ia ter uma resposta dele bem clara :

- e tu de noite com o que é que sonhas?

Ia mandar-me foder.

Não por estas palavras porque o Timo nunca usa palavrões.

Ora foda-se e refoda-se!, digo eu.

Estou fodido!

O Timo ia dizer que nem era preciso usar palavrões e que há maneiras de dizer isto sem palavrões.

E o Timo ia dizer nem sei bem o quê mas que me ia confortar. E eu até ia gostar.

E sem dizer palavrões.

E eu insistir com uns palavrões e o Timo ia dizer que nem era preciso.

O que te aconteceu só se explica com muitos palavrões.

- Com o que é que sonhas de noite ?  Diria o Timo.

Hasta siempre....












Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011

Acidente VCI 29 de Setembro filmes

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Acidente com camião na VCI 29 de Setembro 2011








Figueira da Foz


Lisboa Confraria da Cerveja II

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Lisboa Confraria da Cerveja I

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Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

circular

Circular interna (verídica) de uma multinacional americana em Portugal
(no Porto), contra a linguagem dos trabalhadores do Norte.


"It has been brought to our attention by several officials visiting our corporate Headquarters that offensive language is commonly used by our Portuguese-speaking staff.
Such behavior, in addition to violating our Policy, is highly unprofessional and offensive to both visitors and colleagues. In order to avoid such situations please note that all Staff is kindly requested to IMMEDIATELY adhere to the following rules:

1) Words like merda, caralho, foda-se, porra or puta-que-o-pariu and other such expressions will not be used for emphasis, no matter how heated the discussion.

2) You will not say cagada when someone makes a mistake, or ganda-merda if you see somebody either being reprimanded or making a mistake, or que-grande-cagada when a major mistake has been made. All forms derivate from the verb cagar are inappropriate in our
environment.

3) No project manager, section head, or executive, under no
circumstances, will be referred to as filho-da-puta, cabrão,
ó-grande-come-merda, or vaca-gorda-da-puta-que-a-pariu.

4) Lack of determination will not be referred to as falta-de-colhões or coisa-de-maricas and neither will persons who lack initiative as picha-mole, corno, or mariconso.

5) Unusual or creative ideas from your superiors are not to be referred to as punheta-mental.

6) Do not say esse-cabrão-enche-a-porra-do- juízo if a person is persistent. When a task is heavy to achieve remember that you must not say é uma-foda.
In a similar way, do not use esse-gajo-está-fodido if colleague is going through a difficult situation. Furthermore, you must not say que-putedo when matters become complicated.

7) When asking someone to leave you alone, you must not say vai-à-merda..
Do not ever substitute "May I help you" with que-porra-é-que-tu-queres??
When things get tough, an acceptable statement such as "we are going
through a difficult time" should be used, rather than
isto-está-tudo-fodido.

8) No salary increase shall ever be referred to as aumento-dum-cabrão.

9) Last but not least after reading this memo please do not say mete-o-no-cu. Just keep it clean and dispose of it properly.

We hope you will keep these directions in mind.

Thank you.

Domingo, 24 de Abril de 2011

A morte saiu à rua num dia assim

A morte, essa puta velha, faturou outra vez.

E levou um amigo.

Nada que se diga ou pense ajuda.

Adeus Carlos.

Espero que no além haja algo.

Tanto que ficou por te dizer.

Hasta la vista, espero, e sei que tu também esperas que lá estejamos todos.

Raios partam estas coisas da perenidade.

Tenho a certeza que o teu sorriso me esperará na erernidade.

Até já!



Sábado, 16 de Abril de 2011

Poema em geito de aniversário

Amar, dedilhar,aturar e gramar é,

Como chatear, testar, amuar e gozar!

A soma do quadrado das chatices , em sendo menor que o raio das hipotenusas, tendo em conta o senso dos cossenos:

- Salvo melhor opinião, e até prova em contrário, parece-me de que (ai tanto à Porto!)

Os senos adjacentes aos cossenos -e mesmo o quadrado da hipotenusa - ajuntando algum senso e mesmo a falta de ele - ou deles consoante a doutrina - bradam que :

Amor é fogo que arde sem se ver e - dizia o zarolho - um contentamento descontente.

Ora eu, pobre iletrado , de contentamentos descontentes sabe pouco.

De amores como fogos que não ardem ainda menos.

Desmerda-te é depressa que nem sei trabalhar com a a máquina de lavar louça, tenho fatos para levar a lavar a seco e umas coisas cá em casa que nem sei como funcionam.

Com amor, parabéns e .....


Aquela tecla da arca frigorifica quer dizer o quê?

Socorro!




Quarta-feira, 30 de Março de 2011

Uma história lusa ou de como o Sousa escreve cada coisa.

Os Silva, gente honesta e trabalhadeira, tinham quatro filhos, um Fiat 127, um apartamento na Brandoa (ou num local parecido) e um cão que se chamava benfica. Viviam num três assoalhadas, se é que isso tal se pode chamar a um chão de madeira ordinaria, chamada de "colonial", por um construtor pato bravo, careca e barrigudo.
Vivia-se com dificuldades. Casa escassa, dinheiro ainda mais e luxos poucos. Passeio de carro aos domingos e nem em todos. Aliás nem cabiam os Silvas todos no vetusto 127. Uns de cada vez e mesmo assim sem saber se a bateria ajudava à coisa.
Muita massa à mesa - da milaneza é claro- misturada com atum ramirez e para sobremesa o doce de bolacha. Em dias de festa vinho fino.
Atrás dum dia outro vem e as coisas hão-de melhorar!

Um dia. Melhor!

Um belo dia, como se diria numa obra literária e de ficção. É que nisto de ficção e realidade convém precisar: um dia parece um relato veridico. Um belo dia parece indiciar uma ficção.

Ora, a bom rigor da verdade, devemos falar dum belo dia.

Assim seja.

No tal belo dia, de sol como convém a coisas assim , o tio Mário - parente afastado por longa estadia nesses parises de França e emigrante de longa data - convoca os Silva para funeral com pompa e circustância de parente distante mas de pingues haveres - e o que é mais teres - em terra distante e de costumes diferentes.

E lá foram os Silva.

Apertados no 127 e com a cadeira de rodas da do meio que por falta de cuidados natais, pré-natais e a fins se viu reduzida à condição de aleijadinha. Mais tarde como veremos repudiará com veemência o epíteto de aleijadinha e esperará ser uma pessoa portadora de deficiência.

Lá chegaremos.

Lá foram e gostaram. Terra linda, estradas limpas e iluminadas e gente simpática.

A aleijadinha que até era escondida lá na terra era bem tratada e até havia rampas para a cadeira da aleijada.

Comida do melhor, bebida nem se fala e charutos.

A tal parente era alta e loira. Na verdade ninguém se lembrava dela que na juventude imigrara lá para a Europa e que casara com um tal estrangeiro. O nome era Monet ou coisa assim. Parece que em estrangeiro quer dizer dinheiro e de facto a gaija estava - segundo se disse - cheio dele.

Conversa vai conversa vem, recados nossos, muitos beijos e abraços e ....benha lá a guita.

Não nos julguem mal mas isto de guita e dificuldades só nós que as passamos sabemos como é e quem nunca passou precisão que atire a primeira pedra.

Esta precisão aponta para algumas origens beirãs que não rejeitamos.

Entre choros, beijos, abraços e regionalismos a tal prima (ou tia?) lá se comoveu e tomou uma decisão.

Ora nós sabemos que decisões tomadas num funeral - se não forem fruto de grandes bebedeiras ou da emoção do momento - são pactos para a vida.

Decidiu a prima (ou tia ?) patrocinar a familia dos Silva. Unica que lhe restava com uns trocos que lá tinha mas que para os Silva eram notas das grossas.






Olhando para o Rui Machete na TVI

As pessoas, nós, não envelhecemos.

Dissolvemo-nos!