Blog dum gajo do Porto acerca de gaijas, actualidade política e sem futebol. Aqui o marmelo não gosta de futebol
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

A entrevista do Sócrates foi o ponto alto do país.
A prisão dum político dum país do sul por corrupção e sua posterior libertação ou fuga espectacular da prisão é muito interessante.
Tão inédito como inflação na América do sul, areia no Sahara ou presos politicos em Cuba.
Este artista , e podia ser grego, cipriota,  espanhol ou italiano do sul , lá violou alguma regra dos países do sul e por isso foi preso uns meses.
Já lá está fora e sem duvida se fará justiça.
Algumas pessoas dum quadrante político diferente vão ser detidas uns meses.
Igualmente por corrupção ou falta dela.
Coisas só dos países do sul que tem uma visão muito humana da justiça e não prendem uma pessoa para sempre.
São danados a dançar e cantar. Também com o clima que tem não precisam de trabalhar muito.
O peixe é muito no mar e a terra é fértil.
Gente feliz.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Sobre a França e a mais recente legislação :
Quando se compromete a liberdade, a igualdade e a solidariedade por algo que parece maior acabamos sem liberdade, igualdade ou solidariedade.
Faltam aqui dois valores : estabilidade e continuidade.
Isso era outra história

sábado, 14 de novembro de 2015

É uma pena que na análise política se use e abuse da emocionalidade.
Ser muito emocional ao ver um jogo de futebol é bom.
Afinal o nosso clube é o melhor do mundo e arredores.
Os políticos são apenas funcionários públicos que tomam decisões em nosso nome. E isto porque nós lhes demos o mandato para tal.
São uma espécie de administração de condomínio.
Seria muito mais útil , já que é o nosso dinheiro que está em jogo, avaliá -los duma forma mais distante e objectiva do que duma forma apenas emocional.
Comecemos pelo defunto governo.
Ganhou as eleições a verberar contra a austeridade. Quando chegou ao poder tinha a troyka e poderes muito limitados.
Lá conseguiu levar a carta a Garcia. Evitou um segundo resgate ou a saída do euro.
Não me parece que tenham sido brilhantes. Não descobriram a pólvora sem fumo mas cumpriram.
A oposição acusou-os de adorarem a austeridade e de terem como hobby empobrecer em a nação.
A verdade é que não apresentaram propostas alternativas.
limitaram se a argumentos emocionais.
Se isto fosse uma reunião de condomínio pediam à actual administração que fizesse obras, contratasse mais porteiros e seguranças e que baixasse a prestação
Agora temos a perspectiva dum governo PS viabilizado pelo PCP e BE. Os verdes são antigo MDP-CDE. Uma invenção do PC.
Fala-se logo do segundo resgate, saída da NATO, da volta de Vasco Gonçalves e quiçá dum ressurreição de Lenine e da falecida URSS.
Ora vamos lá todos ter juízo. O Passos Coelho fez o que pode no quadro que tinha. Agora , findo o resgate , iria paulatinamente repor algumas coisas. Até porque está limitado pela UE e pelo FMI.
O mesmo problema tem o Costa. Pode prometer amanhãs que cantam mas está limitado pela mesma UE e FMI.
Esticam se é os juros sobem e lá vem a sombra do segundo resgate.
Se o PS tivesse sido governo em vez do Passos e agora fosse o Passos na vez do Costa as diferenças seriam mínimas.
Claro que cada um lá terá o seu estilo pessoal e haveria algo de diferente aqui ou ali mas nada de radical.
No fundo o que se discute é quem fica no poder até às próximas eleições  daqui a mais ou menos seis meses.
Trata-se de gerir as sondagens
E claro as comissões e tachos que isto do poder não é só trabalho. E a vida está difícil para todos.

sábado, 4 de maio de 2013

O dever acima de tudo.

Isto de dividas, ainda mais sendo elas soberanas, é coisa complicada.

A quem se deve ?

A pessoas, de muito boa fé, que emprestaram dinheiro - ganho suadissimamente- a países que passam títulos de divida com juros acima do mercado.

Sim. É verdade. Emprestamos dinheiro a juros bastante acima do mercado e quem emprestou confiou-nos as suas suadissimas poupanças acreditando que embora pagássemos bastante mais que a média  éramos capazes - sabe Deus porque artes de prestidigitação -  de pagar e, mais do que isso, dentro dos prazos.

A verdade é que nem acreditaram tanto como isso.

Mal emprestaram a guita , e lembremos uma vez mais que isto foi um acto voluntário, transformaram a divida em futuros, produtos financeiros e quejandos.

Se não fosse um tão subido tema o versado diríamos  que fugiram com o cu à seringa.

Não foi, graças a Deus, o caso.

Apenas , e agindo com a prudência que qualquer veniaga impõe, tomaram - como o povo diz - as suas precauções que isto de dinheiro já se sabe que é o diabo.

Certos desde o primeiro momento que a guita emprestada não era recuperável a não ser que a Nossa Senhora de Fátima operasse milagre nunca visto passaram-no a papeis venerandos e com valor financeiro para cima dum dinheirão.

E, é claro, viram-se livres dos tais papeis que valiam para cima dum dinheirão.

Mantiveram a fé na Nossa Senhora de Fátima.

E toda a gente ficou feliz. Até a Nossa Senhora de Fátima porque felizmente não embarcou em especulação financeira.

Mulher de carpinteiro, proba como nenhuma, guardou o dinheiro debaixo do colchão e foi invulnerável ás crises do sestércio.

Menos sorte teve Judas que confiou umas tais 30 moedas - de proveniência suspeita diga-se - a um financeiro que lhe garantia lucros de upa upa sobre a dívida soberana da Fenícia.

Parece que acabou mal.


Por outro lado desta veniagas e contratos voluntários com terceiros temos a dívida que o estado assumiu com outro tipo de pessoas:

Aquelas que não visaram um lucro irrealista mas que foram obrigadas pelo mesmo estado a contribuir com dinheiro com prestações.

Não visando um lucro brutal, qualquer tipo de especulação, mas como segurança para que no dia que não pudessem trabalhar . sob regras e nas condições que o próprio estado que as coagia a descontar - pudessem fruir das reformas que o estado - que lembre-se que as coagiu a descontar - na forma que o estado definira , sem os consultar , lhes iria disponibilizar.

Agora o mesmo estado diz que tem de pagar dividas a quem emprestou voluntariamente , isto é sem que que ninguém os coagisse, e que portanto aos que foram coagidos a pagar , isto é aos que não foram tidos nem achados para pagarem o que o estado impôs, tem de ter muita paciência que há dividas e dividas.

E que há mar e mar e há ir e voltar.

Parece-me que nestas coisas que há alguma falta de lógica.


sexta-feira, 26 de abril de 2013

Consensos

Vendo o congresso do PS:

Se as eleições nos partidos não fossem como nos países comunistas ou no tempo da outra senhora ainda se corria o risco de na democracia serem eleitas pessoas do contra.

Graças a Deus que há a filtragem dos partidos que evita que pessoas perigosas e subversivas cheguem ao poder.

É que isto da democracia, parecendo que não, implica riscos. Como o voto é mesmo das pessoas se não houvesse uma filtragem prévia dos bons e maus ainda um dia ganhavam os maus.

Agora a sério : alguém se acredita que um chefe, excepto em Cuba ou na Coreia do norte, ganhe por 99% ?

É que nem o Américo Tomaz obtinha tal consenso.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

De seguro
Posso apenas dizer que havia um muro
E que foi contra ele que me arremeti
A vida inteira.
Não, nunca o contornei.
Nunca tentei
Ultrapassá-lo de qualquer maneira.


É extraordinário que no tempo de Darwin a polémica que se criou com a origem das espécies nada tinha a ver com uma interpretação literal da Bíblia.
Havia, é certo questões religiosas e filosóficas, mas já praticamente ninguém se preocupava com as palavras do génesis.

A interpretação literal do Velho Testamento é um fenómeno americano do século XIX.

Certamente numa reacção a um mundo em rápida mudança a busca de certezas inabaláveis tornaram-se para muitos uma fonte de prazer e segurança.

Daí os actuais criacionistas da terra jovem e das suas tentativas, por vezes extremamente elaboradas, de conseguirem provar a todo o custo o impossível.

Não sei porque mas lembram-me este poema do Miguel Torga

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Preservativos e esfincteres santificados.

"O Estado português desperdiça dinheiro em campanhas supérfluas, como a distribuição de preservativos nas escolas, e depois alega falta de capacidade para acudir a questões de ordem social." As palavras são de D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, proferidas ontem num encontro sobre o Dia das Comunicações Sociais.

Os Muçulmanos não querem ficar atrás, salvo seja o trocadilho, que não se algum deles é dado a essas coisas.

David Munir, líder da comunidade muçulmana de Lisboa, lembra que o Islão não permite as relações sexuais antes do casamento e considera que o projecto-lei incentiva a que isso aconteça, embora afirme que nada tem contra a existência de educação sexual nas escolas.

O sheikh reconhece que falar sobre a educação sexual não só é um dever dos pais, salientando que é positivo que o tema seja abordado também na escola, no entanto, considera que «o distribuir preservativos é abrir porta para que haja contacto físico entre rapazes e raparigas».


Ora os argumentos são do melhor:

Um que os preservativos são caros o outro que a distribuição dos ditos abre a porta, e quiçá as pernas, das meninas e dos meninos.

Ora se fossem os dois, e digo isto muito respeitosamente, levar na bilha fariam muito melhor. Não se esqueçam é do preservativo que nos tempos em que andamos nem o esfincter dum Bispo ou dum Sheik são imvulneráveis aos HIVs e outras doenças venéreas que por aí graçam.
É que nestas coisas todo o cuidado é pouco. 

E por muito limpitos e educados que me parecem os dois no melhor pano cai a nódoa.  

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Era no tempo em que o tempo não era ainda tempo. Era apenas tempo e que demorava muito tempo a passar.

Uma tarde, livros, algo a escutar.

Há!

Fosse eu o que sou hoje que

Que o tempo não era ainda tempo, nem tempo a passar.

- Era redondo o vocábulo numa soma agreste

Dizia ela como se o redondo, ou o vocábulo, ou a soma, mesmo agreste fosse tão

- Agreste! Era a beleza agreste do Teixeira Lopes!

- era paneleiro esse Teixeira Lopes!

- Isso não sei! Tinha lá as suas coisas, é certo, mas era um grande escultor. E não se deves dizer isso.

- O quê? O paneleiro ou o agreste?

- Deixa-te disso. Sabes bem a que me refiro.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mais disparates sortidos do Sousa

O Brasil não é um bom país para se nascer pobre. Não que seja bom ser pobre em qualquer pais do mundo mas há países em que é pior que outros. Se tivermos que ser pobres parece que é bem melhor sê-lo na Europa, especialmente do norte, que no Brasil. Num pais em que aparentemente basta deitar uma semente à terra para esta germinar e se multiplicar por milhões, em que os rios são do tamanho de mares e que os peixes, mesmo nos rios, são tão grandes que facilmente comem um homem, ou mulher. Que isto de feras não se fazem rogadas e comem com igual prazer e deleite ambos os sexos, crianças e mesmo – se este lhes passar perto, e ao alcance do dente, - um travesti, em que as cabeças de gado se contam por milhões, o problema fundamental dos pobres é a fome. Fome, humilhação e violência. Nas grandes cidades as favelas ou, para os menos desafortunados, os cortiços, onde a policia raramente entra. No campo mais espaço mas os mesmos problemas.

E Rozineide de Sousa teve o azar de nascer pobre e no Brasil. Não numa favela do Rio ou de São Paulo mas numa zona rural do nordeste do Brasil. O pai conduzia um camião de seu cunhado, mas segundo o mesmo, consumia mais cachaça que o camião combustível, razão porque lhe pagava tão pouco. A verdade, pensa agora Rozineide é que com o ordenado que ganhava não podia comprar muita. E é facto que entregava em casa quase todo o dinheiro que ganhava. Pouco lhe sobraria para tabaco, pinga e uma hipotética mulher na beira da estrada.
Também no Brasil o ordenado nunca chega. Naqueles tempos de inflação o dinheiro escoava-se como água na areia. A ajuda do tio, casado com uma irmã de seu pai, era o que a impedia a ela, à mãe e aos quatro irmãos de passarem fome. Pelo menos muita. Se a mesa não era farta havia pelo menos duas refeições por dia e alguma roupa para ela, para os irmãos e para a sua mãe. O tio era visita frequente da casa. Era padrinho dela e de sua irmã Suely e, durante as longas ausências do pai ao volante do camião, fazia ele de homem da casa, emprestando respeito à cunhada, em terra em que mulher com marido ausente é presa fácil de malandros e assaltantes. Era homem rijo e habituado à dureza da vida e tinha fama de disparar primeiro e fazer as perguntas depois. Rosnava-se que já tinha à sua conta a morte de mais que um homem mas não se pode afirmá-lo com certeza absoluta. Era comum, desde sempre, vê-lo sentado à mesa, depois de descarregar sacos com comida. Trazia-lhes roupas, medicamentos e muitas das vezes doces e brinquedos. Um Natal trouxe até uma televisão.
Gostava de sentar as meninas no colo e brincava com elas. Desde sempre se lembrava disso. Brincadeiras inocentes primeiro e menos inocentes depois. Rozineide sentia o pénis duro do padrinho a roçá-la quando se sentava no colo e o padrinho lhe pedia beijos.
- vá minina dá beijinho no padrinho que é seu amigo.
E Rozineide dava. E o padrinho metia-lhe a língua na boca e cheirava a cachaça e a cigarro. E depois despia-a e beijava-a no corpo todo.
- Não contem a ninguém meninas. O ti tio nos dá muita coisa. E pobre precisa muito.
E as meninas não contavam.
Nem contaram quando Suely ficara grávida. Teve de tirar a criança em Salvador.
O pai continuava a conduzir o camião e o dinheiro a não chegar. A mãe, já demasiado velha para satisfazer o benfeitor, fora definitivamente substituída pelas filhas que satisfaziam o ti tio.
- O padrinho vai deixar as minina bem. Hão-de ser ricas.
Um dia Suely conheceu o negrão Armando. Negro forte, sorriso bonito e corpo forte. Amara-o e desejara-o e tivera-o.
- Se padrinho te pega mata ele.
E o padrinho não sabia e o negro, descarado, já namorava á porta de casa e entrava na casa e dormia com ela e chamava o padrinho de velho baboso.
O Armando desaparecia uns tempos a negócio. Ia na capital e voltava com dinheiro fresco que gastava em pinga e em mulheres. Suely morria de ciúmes. O seu negrão por lá na capital. Devia andar a dormir com todas as mulheres da Bahia e ela jurava que não ia perder a protecção do padrinho por um negro, safado e sem profissão.
Mas quando ele voltava o sorriso dele incendiava a alma, e o corpo, de Suely. Faziam amor nos becos, na barraca dele e em qualquer sítio.
Como era de esperar o ti tio descobriu a marosca e instou o cunhado a acabar, com uma sem vergonhisse notória e pública que envergonhava a família onde minina só é mulher depois di casar.
E o pai falou com ela. E Suely contou tudo. O aborto. A mãe no quarto com o tio. A primeira vez. Quando foi com todas ao menos tempo. A mãe chorava e pedia-lhe para se calar. Rozineide transida não conseguia falar.
O pai só atinava a pedir.
- oxente, me diz que é mentira, que não é assim
A cara das mulheres não deixava dúvidas.
Saiu de casa e foi ao botequim. Bebeu até cair.
No dia seguinte entregou-se à polícia. Entregou a arma e não quis dar razões do crime. Disse apenas:
- Matei ele por porre. Não me lembro de nada.
O dinheiro escasseava e a barriga de Suely crescia. Não ia tirar mais criança e, de qualquer maneira, não havia dinheiro para isso. O negrão, quando tinha, dava algum dinheiro mas nada que chegasse.
Rozineide decidiu partir. Uma amiga falara-lhe de Portugal. Dinheiro fácil Português quer conversar e paga. Paga muito bem. E você já não é mais cabaço, pois não?
Pagaram-lhe a passagem e embarcou rumo ao Porto, tudo se misturava e misturada com mais dez meninas todas com o mesmo destino.
Chegou ao aeroporto Sá Carneiro mais morta que viva. O barulho, o medo, a distância
O Serviço de estrangeiros e fronteiras não é nada simpático com grupos de turistas, do sexo feminino, que viajam do Brasil para Portugal.
- Cês percebem que o cabra diz? Pena que eu não fale português.
A mais afoita das meninas, já de torna viagem, explicou-lhe que a língua parecia difícil ao princípio mas que depois se habituava.

E habituou. A primeira paragem foi numa residencial para descansar da viagem. Tiraram-lhe o passaporte e foi para o Pérola Negra onde foi apresentada ao patrão: um homem baixito e gordo, vermelhelhuço, que explicou as regras:
Do que os clientes consumirem com vocês aqui dentro metade é para a casa metade é para vocês. As saídas são para vocês mas não se esqueçam que tem de me pagar a viagem e o alojamento. Isto aqui não é a santa casa da misericórdia.

Nem Rozineide sabia o que era a santa casa da misericórdia nem tinha percebido metade do que homem tinha dito. Foi-lhe explicado e trocado em miúdos pelas colegas.

O que recebia por cada saída com os clientes era bastante, o diabo é que o bilhete nunca mais estava pago e a residencial era caríssima. Mesmo assim sempre ia enviando algum para as irmãs e para a mãe, que agora com mais uma boca para alimentar e o pai preso a coisa devia estar negra mesmo.

Se ao princípio a língua dos clientes parecia estranha e impossível de entender com o tempo percebia perfeitamente e até ia incorporando no sotaque nordestino expressões e mesmo frases completas, típicas do norte de Portugal e com algum sotaque portuense.
A vida não lhe corria mal de todo. Comia regularmente – até tinha de ter cuidado para não engordar – vestia-se razoavelmente e até conseguia enviar algum dinheiro para o Brasil. Andava a juntar algum dinheiro para ir visitar a família. Se por vezes era muito chato ter de aturar clientes bêbados que não havia maneira de se virem, ou que até ameaçavam de porrada, havia outros que pagavam de facto só para conversar e pagavam duas e três garrafas de champanhe só para conversar.

Fazia a ronda do botecos do Porto. Ia ao pérola e ao Paganini, ambos do mesmo patrão, tinha contactos com clientes já certos. Até fazia amizades. Tinha um cliente com quem tinha uma amizade em particular. Não sabia ao certo se era casado ou solteiro mas ela começava a gostar dele. E, o que é mais, ele dela.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Mais disparates sortidos do Sousa

Que isto aqui, vistas bem as coisas é muito melhor que lá na terra, porque aqui, pelo menos, há comidinha todos os dias e porrada nem é muita e o trabalho nem é assim pesado, não falando que se pode arejar um bocadito ao domingo, se a patroa não estiver com os azeites e não estiver cá a coruja da mãe do senhor doutor, que alem de velha e cheirar a velha está sempre cheia de exigências, e mais para aqui e mais para acolá, e vê-se mesmo que a patroa não gosta nada dela, mas faz das tripas coração que isto de sogras é o que se sabe, e mulher que se pegue com a sogra tem a vida num inferno, ou pior

- Oh Maria traz um copinho de água ao menino.

Estudar, diz ela, como se eu não soubesse que o tenho de fazer, mas hoje está um dia bonito como o caraças e apetecia-me ir dar uma volta, mas também tenho ponto para a semana e se esta merda corre mal vai cair o Carmo e a Trindade, e este professor de matemática não vai lá em choradinhos e ainda me prespega com uma nega e adeus minhas encomendas que então é que nunca mais saio de casa e a semanada vai com o caraças, mas que isto é uma seca estudar num dia assim bonito

- Oh Maria então esse copo de água? Tu és é boa para ir buscar a morte!

O estupor do miúdo não pode levantar a ceira para vir buscar o copo à cozinha, que isto de ricos é tudo a mesma merda, e ainda por cima tenho de pôr o copo em cima do prato porque senão a fedúncia começa logo a mandar vir, quando não chove um estalo, mas que o rapazito até está a ficar um homem e isso é que ia ser, eu casada com um menino, da cidade, e ir à aldeia, com ele de braço dado, num automóvel e tudo, mostrar uma barriga muito grande, e comer chocolates todos os dias e bolachas espanholas, e até beber chá e usar o açúcar branco, que para nós as sopeiras, a senhora só nos dá do amarelo, que é mais ao nosso paladar, mas eu gosto é mesmo do branco, que às escondidas a gente vai-lho comendo, que ela parece que tem olhos nas costas mas não vê tudo, e nós somos da aldeia mas não somos nenhumas burras,

- Prepara dois pães com marmelada que para o menino

Esta sopeirita até nem é má de todo, isto era uma questão de apanhar os velhos para fora, a cozinheira dorme como uma pedra, que a coisa fazia-se, o caralho é se ela fica grávida que o velho dá-me um enxerto de porrada que nem numerando os ossos os médicos os voltam a pôr no sitio, e sei lá se lhe dá para se pôr a gritar, ou contar, mas lá que a comia comia, esta ideia de mandar vir o lanche nem foi tola de todo, sempre lhe deito a vista em cima, e estou a ficar com um tesão que batia já aqui uma, vou dizer que vou ao quartinho e aproveito para bater uma,

- Vê lá não te demores, tu parece que vais morar para a sanita

Que desta idade não pensam noutra coisa, coisas de rapazes, que os homens são os mesmos, só pensam em porcarias e mulheres, e é um vê se te avias de apanhar doenças, que eles em vendo um rabo de saia já se sabe, vão por ali fora sem se preocuparem com as consequências e a família, e esta rapariga não me inspira confiança nenhuma, que tem mesmo um ar ardida, com aqueles arzinhos de parolas não se ensaiam nada para nos desinquietarem maridos e filhos, debaixo dos nossos narizes, gente de baixos instintos e piores morais, e depois é como o Timóteo, rapaz de tão boa família, que lá casou com a sopeira, que desgraça a daqueles pais, mas o ingerido insistiu, que mais para aqui mais para acolá, e que era com ela que queria casar, que a coisa até já estava arranjada e ela ia ter o filho e dava-o para criar a umas tias do Alentejo, e lá continuava a vida do rapaz, mas que não que era para casar, e tanto insistiu que lá casou, o desgosto duma mãe quando vê uma coisa destas

- Põe aí os pães e traz mais água que o menino pode ter sede

O que ele foi para a cagadeira fazer sei eu, que com quatro irmãos, numa casa pequena aprende-se de tudo e em eles descobrindo que podem esgalhar o pessegueiro não param, nem depois de grandes, como o sacristão, que era zarolho e se cagava de medo do padre Luís, e que me dava rebuçados só para eu o ver fazer, e que dizia que se contas a alguém corto-te o pescoço como a galinha, e eu não queria que ele me cortasse o pescoço e não contei, não que alguém fosse acreditar em mim, que era miúda e pobre, não que o sacristão fosse rico, mas era muito amigo do padre, e as velhas até diziam que era com a mulher do sacristão que o padre se entretinha, mas eu nunca vi, sei é que a mulher do sacristão estava sempre tida e achada na casa do padre, a tratar das coisas da igreja mas as velhas diziam é que eles eram amantes e que o sacristão não se importava, e eu não me importava nadinha de ver o menino afazer aquilo e, bastava ele querer, que eu por mim, seja um ou seja outro tanto monta, as coisas tem mesmo que acontecer e ainda podia casar com ele, que isso é que ia ser, e a entrar na igreja da aldeia, a casar com um menino da cidade, e o sacristão minha senhora para aqui, minha senhora para acolá, e ia ter sopeiras e dormia todos os dias até ao meio dia, também não se me dava o senhor doutor, que ele há tantos casos, que em gostando da gente nos montam uma casinha e são nossos amigos, e até deixam dinheiro no testamento, que não era a mesma coisa de casar com o menino mas também era bom

- Tanto tempo na casinha? Qualquer dia vais para lá morar!

Foi é fazer porcarias e a porcalhona da criada, que esta gente já sabe mais que a encomenda, já deve ter topado, que isto nas aldeias vivem como os bichos, todos na mesma cama e é a porcaria que se sabe, pais com filhas, mães com filhos, se não fossemos nós a dar-lhes um bocado de civilização isto eram como os animais, e esta até é bonitinha, se não lhe boto a mão em cima ainda, nunca os deixar sozinhos em casa que isto da estopa e do lume já se sabe como é, e já me bastou aquela sabidona de vila Meã , que parecia uma lorpa, e quando não me percatei já andava enrolada com o meu homem, debaixo do meu nariz, é que esta gente não presta mesmo e com doze ou treze anos já sabem mais que muitas mulheres casadas, eu por exemplo, que nunca me prestei a poucas vergonhas e oportunidades não me faltaram, até com o primo Aníbal, que por acaso é uma estampa de homem e desinquietava uma santa, mas não cedi, aguentei-me, sabe Deus como, e o que aconteceu foi só uma vez, sem exemplo, mas até fiquei suada só de pensar nele, e ai se éramos descobertos, que escândalo, e que gozo para as primas, que lhes atiro sempre à cara que casaram todas grávidas, porque é verdade, enquanto eu aguentei-me até ao casamento, não que ele não insistisse, mas eu que não, que lhe fazia umas brincadeiras com a mão e era só isso, e ele só me viu toda nua depois de casar, que isto em a gente tirando a roupa não respondemos mais por nós, é o diabo a assoprar-nos o pecado pelos ouvidos a dentro, e foi assim com o Aníbal que o meu mal foi tirar a roupa da primeira vez, e ele a dizer que afinal somos primos, e até estou com calores só de pensar nisso

- Vai fazendo os exercícios que eu vou ao quintal apanhar um bocado de ar.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Mais disparates sortidos do Sousa.

Era no tempo em que começava a época de praia, em Junho, ou Julho, não me lembro, aliás era demasiado miúdo para me lembrar com precisão, ou com precisão de me lembrar, com claridade, das idas à praia, na Emília Barbosa, em Matosinhos, de eléctrico, apanhado na avenida Rodrigues de Freitas, mesmo em frente a um tasco, onde a criada, ou criadas, das tias compravam um quartilho de vinho,

- O menino vai sempre pela mão e o vinho vem na garrafa dentro da saca – verde – e tu, Maria não largas a mão do menino, e que esta é a ultima vez que ele vai contigo.

- Criadas e gente desta não tem a mínima noção do que levam, e mais, do que trazem, e que o vinho e a garrafa não são nada e que o menino, um rapaz, é que é importante numa família e essas coisas

E vinha o menino e a criada, ou criadas, ruas das Fontaínhas acima, e abaixo,

- Bom dia Sr. santeiro, como vão os santos?

Os gatos das tias, sempre gordos e luzidios, com nomes como tareco, minó – esse durou quase vinte anos e sobreviveu a Miramar, rua da Constituição e vicissitudes várias – farrusco, negrinha, pardo, outros cujo nome não me lembro, ou não me quero recordar,

- Anda cá negruxo, vê o menino,

E o negruxo babava-se, como as sopeiras quando viam o menino nú, e o snr Raul, que era policia, quase, ou mesmo, reformado, e vivia portas meias, ou meias portas, com uma quase viúva, que não era viúva, porque o marido estava vivo,

- Anda cá negruxo, vê o menino,

E o negruxo um dia caiu, a dormir, como convêm aos gatos duma janela do terceiro ou quarto andar, e não morreu, mas partiu a bacia.

- Anda cá negruxo, vê o menino,

E o negruxo foi posto a dormir, como convêm aos gatos, e no meio disto tudo, e foi por isso que os outros gatos morreram, porque o quintal era todo de pedra, e no meio do quintal havia um magnoreiro,

- Anda cá negruxo, vê o menino,

E o negruxo, antes de morrer o que viu, se os olhos dele ainda viam, viram o magnoreiro e as criadas que apanhavam os magnórios e o João pequenino que via o negruxo a morrer e a tia que dizia:

- Anda cá negruxo, vê o menino,

As criadas que subiam, ágeis, pelo magnoreiro, em cima da pedra que matou o negruxo, a verem a ilha que estava a toda a volta, como uma doença que enfermava quem lá vivia, e que nos dizia:

- Que esta gente é mesmo assim, como bichos

O quarto de banho deles não tinha teto e via-se o que lá se passava,

-Não olhe menino. Esta gente é mesmo assim. Dão beijinhos às meninas, lá na pombinha e ficam com os nervos como não deve de ser

E as criadas, acima, abaixo,

- O menino quer um copo de água

- Vai dar a Bonanza

- Anda cá negruxo, vê o menino,

Mas o negruxo já não via o menino, estava duro como o carvão no aicó, que servia só para acender o fogão de ferro no S. João, que nos outros dias o Gascidla substituíra, e as máquinas a petróleo,

- Pfffffff, pffffffff, que gatos não merecem gascidla nem mais que máquinas a petróleo

E no dia em que a criada – onde estás tu Maria Maluca? – Encheu a máquina a petróleo, alias duas, cozedoras eméritas dos peixes dos gatos, de gás a mais e ela explodiu, a máquina, não a Maria, Maluca de nome

- Esta gente é assim, um mínimo de confiança e explodem a casa!

- Anda cá negruxo, vê o menino,

Pensa o João passados estes anos todos.

Onde está o negruxo dos meus verde anos?

terça-feira, 21 de abril de 2009

Uma pena não me ligarem nenhuma!

Não se pode dizer que o Sousa, em tempo devido, ao contrário dos economistas não previu esta merda. Ver aqui e aqui

E, já que agora, vejam as datas.

Fosse o Sousa da Ponte mais lido e isto tinha sido tudo previsto.

Ahhh! 

Mais ou menos a propósito!

Saquei umas guitas de valores mais ou menos seguros para outros em devido tempo. Ver aqui

segunda-feira, 20 de abril de 2009

É por não ser jurista que não percebo estas coisas.


O secretário de Estado da Justiça considerou, esta segunda-feira, «muito grave» a Ordem dos Notários pedir aos cartórios notariais a relação das escrituras feitas pelo primeiro-ministro e outras pessoas para facultar a um jornalista, no âmbito do caso Freeport.

«A confirmar-se, estamos perante uma situação muito grave, que põe em causa os direitos fundamentais, a intimidade da vida privada das pessoas e a protecção dos dados pessoais de todos os portugueses», disse à Lusa Tiago Silva Pereira, na sequência de uma notícia do jornal Público, segundo a qual a Ordem dos Notários enviou um e-mail aos responsáveis dos cartórios a pedir informação sobre as escrituras realizadas por José Sócrates, a mãe, e «alguns suspeitos envolvidos no caso Freeport», a pedido de «um jornalista de investigação».


Claro que para um não jurista resulta estranho porque diabos é que uma escritura pública deve ser privada.

Teias que o direito tece.

Certamente o legislador, por lapso compreensivel, onde disse pública queria dizer privada e onde queria dizer privada, porra que me enganei!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Festas de anos

A madame Melo De Sousa vai, muito brevemente fazer anos. Isto é, a pequena do Sousa da Ponte vai festejar o seu aniversário.

Isto lembrou ao dito Sousa as diferenças que há nas datas e comemorações entre machos e fêmeas.

Nós, os machos, lembramo-nos das datas festivas na manhã desse próprio dia. Enquanto cofiamos a barba por fazer e coçamos aquilo que toda a gente sabe, lembramo-nos , muito vagamente que faz hoje x anos que...que hoje é dia de Natal ou, o que é pior, que é dia dos namorados e nem compramos nada nem arranjamos um programa romântico.

As gaijas três meses antes já discutiram e justaram a prenda, sonharam com a noite ou o jantar no restaurante tal.

Levantamo-nos sobressaltados e corremos para a primeira loja aberta e compramos uma merda qualquer na esperança de não encetarmos uma longa relação com a nossa mão, esquerda ou direita, consoante formos dextros ou esquerdinos.

Somos assim

Há uma coisa também que é verdade:

Se uma mulher se esquece duma dessas datas de que nós nos esquecemos sempre....

Ai meus filhinhos...já éramos!

Sousa dixit!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Disparates sortidos- Desta vez da ICAR. Agora abusam psicológicamente de menores.

O arcebispo de Recife, D. José Cardoso Sobrinho, decidiu excomungar a criança, com apenas 30 quilos, e toda a equipa médica, depois de ter inviabilizado que a interrupção da gravidez fosse realizada num instituto materno-infantil de Pernambuco, para onde a criança foi transferida.
Os médicos que realizaram a intervenção já fizeram saber que voltariam a fazer tudo de novo, até porque todos os clínicos que observaram a menina consideram que ela não tinha condições para cumprir a gravidez.


Um alto clérigo do Vaticano defendeu neste sábado a excomunhão da mãe e dos médicos que ajudaram uma menina de nove anos de idade a abortar no Brasil.
A menina havia ficado grávida de gêmeos após ser abusada pelo padastro.
O cardeal Giovanni Batista Re disse ao jornal italiano La Stampa
que os gêmeos "tinham o direito de viver" e que ataques contra a Igreja Católica brasileira eram injustos.


Claro que isto raia o absurdo. A excomunhão é umas das sanções maiores que a igreja, agora desprovida das fogueiras da inquisição, pode utilizar.

É um afastamento dos rituais da igreja e portanto da salvação.

Claro que para alguém de bom senso é tão assutador como um mau horóscopo no jornal ou um boneco vodu.

Para um crente a coisa até pode ser grave. O crente está convencido que a igreja tem as chaves do céu e do inferno e que pode enviar o pobre do crente para um lado ou outro.

Se a miúda brasileira tiver sido educada a acreditar nestas patacoadas, e com um padrasto que a abusava nada mais nos espanta, pode mesmo acreditar que fez algo de muito errado e que além de ter sido abusada ainda a culpa é dela de alguma forma.

Até nem pode comungar como os outros meninos e nem pode fazer a comunhão e outros rituais patetas. Patetas dizemos nós mas cuja privação para uma criança de 9 anos pode ser extemamente marcante.Os médicos, que também foram excomungados parecem estar a cagar-se no facto. A excomunhão ou uma galinha preta à sua porta não lhes fazem diferença.

Lançar uma maldição sobre um adulto, partindo do principio que ele não é totalmente idiota, faz-nos sorrir.Contra uma criança parece-nos crime.

Uma criança, e frágil como esta deve estar, é muito mais susceptivel de ter medo dessas coisas.

Este tipo de actitudes do Bispo, e pelos vistos sancionados pela hierarquia, são um péssimo augurio para o comportamento futuro da ICAR.

O que seria agora importante era explicar à menina que o tal tipo das saias e o padrasto dela são gente que gosta de fazer mal às meninas, que ela não tem culpa e que os feitiços, bruxedos e outras maldições do senhor de saias não fazem mal às meninas.Só faz mal se ele lhe quiser tocar como o padrasto.

Claro que estes gajos só se metam com crianças fragilizadas e sem uma familia que os defenda. Hábito aliás muito espalhado na santa igreja que prefere sempre abusar sexualmente de crianças pobres e desvalidas. Lá prudentes, graças a Deus, são eles.Certamente inspiração directa do Espirito Santo que tanto os tem ajudado nas veniagas.

Agora que se a menina fosse da minha familia posso garantir ao Senhor Sobrinho , ou a outro filho da puta qualquer que lançasse publicamente maldições ou esconjuros sobre ela, que ia ter de tratar imediatamente da minha própria excomunhão. ´

É que lhe arrancava as putas das saias e dava-lhe tanta porradinha que nem o Santo Condestável lhe punha os olhos direitos. Os da cara e o do cu. Isto sem qu se descurasse algumas costelas partidas.
Até porque sabemos que a recuperação imediata de ossos partidos é milagre nunca visto. Mesmo na pessoa dum Bispo.

Além do mais ainda não estou totalmente convencido que o comportamento do tal cavalheiro de saias não possa ser criminalizado.

Ele no minimo tentou assustar uma menor fragilizada por um crime anterior. Parece-me que haverá qualquer tipo de lei a proteger as crianças disto. Mesmo no Brasil.

Penso que se eu for perturbar de alguma forma um menor vitima de abusos entro na alçada da lei penal. Foi isto que o energumeno do Bispo fez.

Se não há deveria haver maneira de penalizar o acto.

Agora, e confesso que isto é um apelo público à violência, não há ninguem lá perto que parta o focinho ao gajo?

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Aínda a censura e apreensão dos livros....

Claro que isto foi gato do agente Silva que, recém saido da acção de formação, não percebeu o que era ironia do formador e desata a apreender tudo e mais alguma coisa. Como o velhinho padre que nega o holocausto.

Agora o ministro da administração interna deve estar a queixar-se a S.S. Bento XVI.

- umas cavalgaduras ! Queixa-se o Papa.

- a quem o diz! Contrapõe o nosso ministro.

Nem um nem outro devem saber como salvar a face.

Também com os ordenados que tem o minimo que podemos dizer é que são pagos para isso.

Mas lá que é chato é !

O Sousa aínda vai de cana...



A PSP de Braga apreendeu esta segunda-feira numa feira de livros alguns exemplares de um livro sobre pintura considerando que o quadro reproduzido na capa, do pintor Gustave Courbet, é pornográfico, disse fonte da empresa livreira, noticia a Lusa.

Agora a sério :

Onde anda o senhor intendente Pina Manique ?

E a comissão de censura ?

Como é que estas coisas, em pleno século XIX, se continuam a publicar impunemente ?

Não há para aí um lápis azul ?

Bolas !

É de mais !

É o que dá cederem em Torres Vedras.

Qualquer dia aínda acabam com a censura e exame prévio à imprensa e daí ao caos social, ao casamento dos invertidos e até ao divórcio livre é um passo.

Não há quem deite mão a isto ?

A sociedade, como todos sabemos, precisa força e, principalmente, de mão firme.

O uso da força, nomeadamente nestes casos, justifica-se pela força do uso. E, como o que tem de ser tem muita força, isto reenforça o uso da força. Até pela força do uso.

Quantos livros subversivos andam por aí impunemente a corromper as mentes ?

E sem que ninguem faça nada.

É um débil principio, eu sei, mas é um sinal no sentido certo.

Censuremos agora antes que seja tarde de mais.

Vale mais que as pessoas não leiam do que lerem livros perniciosos.

As próximas frases foram, e ainda bem censuradas :


A propósito do Freeport nós pensamos que :

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

No que respeita ao comportamento de XXXXXXXXX de XXXXXXXXXXXXXX

pensamos nós que XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

e, por tanto, XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

sendo que , XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

Não acham ?


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

O Egoísmo dos criacionistas da terra jovem e dos Mórmones

O Sousa, prestes a ter que prestar provas académicas, andava mortinho por fazer uma tese que não só lhe valesse a aprovação, sem riscos de ser apanhado em plágio, ou com falta de mérito.

O meu desejo, e isto fica aqui muito entre nós, era fazer algo comparável à relatividade, à evolução, à psicanálise, ou algo de parecido.

Parece, salvo melhor opinião, que vai fazer uma coisa muito mais pífia.

Que diabos! Isto custa-me!

Gostava de fazer algo que ficasse como um marco na história da ciência.

Lembrei-me dos Mórmones e dos criacionistas da terra jovem. Defendem tão bem as suas teses que, penso eu, devem ter provas arrasadoras.

Ora um trabalho científico com tantas e tão profundas evidências seria um virar de paradigma. O Sousa a demonstrar a veracidade do dilúvio, os historiadores – agora clássicos a arrancarem os cabelos...

- Porque nunca me lembrei disto! Rugia um enquanto arrancava a barba branca.

- Foi aqui que eu errei! Vocifera o Prof. Hermano Saraiva a apontar para a minha tese.

- Tudo isto é novo, e eu não vi! Lamentava o Matoso.

- Ora aí está a verdadeira história do Egipto! Regougava outro.

Lamentavelmente nem os Mórmones nem os criacionistas da terra jovem me dão os dados.

Querem o saber só para eles e aparecem com dados incompletos e não fiáveis.

Lá vai o Sousa ter de fazer uma tese insossa e que não vai revolucionar a ciência.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Woman in red


Figueira da Foz - O cardeal D. José Saraiva Martins afirmou ontem à noite durante a tertúlia «125 minutos», no Casino da Figueira da Foz, com Fátima Campos Ferreira, que «A homossexualidade não é normal (…) no sentido de que a Bíblia diz que quando Deus criou o ser humano, criou o homem e a mulher».
D. José Saraiva Martins, Prefeito Emérito da Congregação para as Causas dos Santos e que reside em Roma há mais de 50 anos, afirmou que apesar de concordar que o eventual casamento entre pessoas do mesmo sexo é uma questão de direitos e de leis, sustenta que os homossexuais «não podem providenciar a formação das crianças, porque uma criança para ser formada normalmente precisa de um pai e de uma mãe e não de dois pais ou de duas mães».


Sua excelência envergava um magnifico vestido rodado, branco com motivos a encarnado que lhe realçavam a cintura. Por cima uma estola, igualmente encarnada, mas muito simples.

Um chapelito encarnado realçava-lhe a cara
.


Foi unânime a opinião que era o mais bem vestido do evento. Na sua tradicional humildade confidenciou que gostava de se vestir bem mas que todos os elogios eram um exagero.