Blog dum gajo do Porto acerca de gaijas, actualidade política e sem futebol. Aqui o marmelo não gosta de futebol
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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

Um nome de restaurante a não esquecer


Recomendo o bife à negrão. O vinho, se bem escolhido, nem é assim tão caro. O serviço é um pouco lento mas aqui também temos tempo. Depois fomos ao Chiliout na ilha. Uma discoteca ao nível de qualquer outra na europa. Beatiful people e um bom serviço. A discoteca é ao ar livre e tem praia privativa.

Vamos dormir um pouco em casa que depois vamos dormir a soneca nas cadeiras do Mossulo. Se tiver energia e paciência conto como é e tiro fotografias.

O fim de semana em Luanda é cansativo.

Agora é que percebi prque se vende tanto red-bull
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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Angola e o padre António Vieira.

Sempre que passeio em Luanda lembro-me das palavras de Vieira:

É a guerra aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e quanto mais come e consome, tanto menos se farta. É a guerra aquela tempestade terrestre, que leva os campos, as casas, as vilas, os castelos, as cidades, e talvez em um momento sorve os reinos e monarquias inteiras. É a guerra aquela calamidade composta de todas as calamidades, em que não há mal algum, que, ou se não padeça, ou se não tema: nem bem que seja próprio e seguro. O pai não tem seguro o filho, o rico não tem segura a fazenda, o pobre não tem seguro o seu suor, o nobre não tem segura a honra, o eclesiástico não tem segura a imunidade, o religioso não tem segura a sua cela; e até Deus nos templos e nos sacrários não está seguro.

O Sousa e a policia....

O Sousita nunca tinha sido parado pela polícia. Como não há fome que não traga fartura foi hoje parado 2 (duas) vezes pela polícia. Uma na baixa outra na estrada da Samba.

A primeira foi mais difícil. Os camaradas pediram 14000 Kwanzas (140 Euros). Eu desatei-me a rir. Expliquei-lhes, educadamente, que tal quantia daria direito, no mínimo, a conduzir bêbado, na faixa contrária e com as luzes apagadas.

Muito renitentemente lá aceitaram 2000 Kwanzas.

Findo o dia, e já na estrada da Samba, voltam a mandar-me parar. Lá lhes expliquei já tinha sido parado e que já tinha pago. Não se condoeram. Mais dois mil Kwanzas.

De facto deveria haver um sistema de informação que funcionasse, ou pelo menos um recibo informal, que permitisse à polícia saber se é verdade ou não que o cidadão já foi esbulhado por outros distintos colegas evitando assim quer o golpe – dizer que já se pagou quando tal não corresponde à verdade- quer a dupla tributação.

Comentário da Maria do Rosário: eu acho que o sistema de informação funciona, e bem! Eles divulgaram que havia um tuga, de t-shirt pólo com uma corzinha paneleira – lilás -, que conduz um Hyundai Tucson cinza, e que está sem carta internacional…Anda só com fotocópia….e depois passaram a informação!! Além do mais, até sabiam onde ele morava e tudo…portanto sabiam o caminho que ele fazia para casa!!! E ele ainda diz que eles não têm um sistema de informação que funcione!!!!!!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Fumigação das ruas


A fim de evitar a proliferação dos mosquitos a cidade é regularmente fumigada. Uma carrinha passa e os bichitos, tal qual em casa do Sousa, entregam a alma ao criador.

Claro que é um bocadito dificil guiar depois.

Mais um dia em Angola. Transito, poluição, muita, e principalmente, contrastes.

Passei o dia na cidade. Visitas e negócios. Negócios poucos que aqui todo o cuidado é pouco.

Entre os vários sítios que fui o escritório dum colega.

Impecável e funcional. Agora o piso térreo do prédio é de fugir.

Está, aparentemente, a dar-se bem.

É extraordinário como o preço das habitações é tão caro e há tantos prédios, em zonas nobres abandonados a meio da construção. Habitam lá jovens, tão jovens são, marginais.

Não cheiram cola, como no Brasil ou na Tailândia, mas gasolina. Colocam gasolina num pano e inalam.

É surreal uma cidade em que no tosco dum prédio que nunca o será, meninos que nunca o serão, cheiram gasolina entre carros, igualmente a gasolina, de centenas de milhares de euros.

Não chegam a ser perigosos. Tem um ar assustado e sobrevivem a lavar carros na cidade.

Não parecem ser perigosos mas todo o cuidado é pouco.

Lembraram-me um poema de Bel:

Fils de bourgeois ou fils d'apotre

Tous les enfants sont comme les votres

Fils de cesar ou fils de rien

Tous les enfants sont comme le tien

Le meme sourire les memes larmes

Les memes alarmes les memes soupirs

Possa existir um deus tão misericordioso que nos perdoe essas e outras.

Mas falemos de outras coisas:

Um café na ilha que por mais incrível que pareça até é fácil lá chegar.

Uma esplanada agradável. Praia muita e segura. Estamos no Inverno está deserta.

Perdi-me num mercado entre a baixa e Alvalade.

O mesmo cenário. População muito jovem e, parece, que todas as meninas estão grávidas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O Sousa acha que foi comido....

Numa das poucas lojas que vendem artigos para o lar o Sousita viu uma promoção e não resistiu:
Umas gambiarras alimentadas por energia solar que durante a noite iluminariam as couves do rapaz.

Couves que só podem existir no quintal que dentro de casa, excepto o hipotético gato, nada mais pode ser vivo.

Colocou o Sousita os aparelhos perto das plantas e até agora népia.

Não sei se não tiveram tempo de carregar ou se fui comido.

Amanhã saberemos.


Compras em Angola

Aqui as coisas, além de caras, são bué dificeis de encontrar.

Temos uma lista de coisas a comprar, entre as quais está o gato ou gatos segundo a cunhada, e não há maneira de encontrar os artigos. Ou os encontramos a preços absurdos.

O que aínda não consegui encontrar :

Colheres de pau
Chávenas de café

O que já encontrei mas a preços pornográficos:

M´quina de café : a mais simples de todas : 500 Euros

Um cabo DNI : 250 Euros.

A Tv continua sem ligação porque alguém se esqueceu de nos introduzir no sistema....

Amanhã vou publicar os tops de música de Angola....

Aranhas....

Hoje fui visitado por uma aranha. Bicheza com que antipatizo solenemente. Coloca-me até um problema etico massacrar as bichas só porque tenho fobia.
Deus a tenha na sua guarda mas a bicha, ou bicho, era repugnante.
Estava na cortina e era de um tamanho considerável.

Fiel ao nosso acordo eu extermino - sem dó nem piedade - mosquitos, ratos e a fins.

A M.Rosário assassinou a bicheza.

A D. Emilia irá amanhã inumar o cadáver, que ficou no chão, em local conveniente.




domingo, 16 de agosto de 2009

Habitantes

A nossa casa é imenso habitada.

Temos os inevitáveis mosquitos que me esforço por abater mas há mais. Muito mais !

Temos lagartos. Não as pequenas lagartixas europeias mas lagartos com ele grande.

São simpáticos mas muito timidos. Aqui há dias introduziu-se um , sem convite, na nossa sala e vimo-nos gregos, ia dizer outra coisa, para o enxotar.

A bicheza não conseguia andar na tijoleira.

Além dos lagartos temos araras, ou lá o que é, uns pequenos abutres, mais um sem número de bichezas mais ou menos simpáticas.

As aranhas, até à data, são pquenas.

Temos é ratitos, bonitos por sinal, mas a Maria do Rosário já deu luz verde à aquisição dum gato para espantar ratos, lagartos, araras, abutres e afins.

O meu jardim é assim como um programa do National Geograhic.

Ahhh!

Há umas bichezas, misto de rato e castor, que vivem cá no quintal. O gato, diz-se, resolve isso.

Já tenho umas couves no quintal. Segunda vou plantar uns piri-piri que comprei em Luanda.

A relva aínda vai demorar.

Mais um apagão mas agora o nosso gerador respondeu sem espinhas. Nem os ar condicionado desligaram.

Gerador, electricidade e apagão.

Aqui um gerador é um artigo de promeira necessidade. O nosso condominio tem um gerador, com acumulador, como diz o senhor Quim- o responsável pela manutenção - mas que tem dias.

Quando a electricidade, como agora, vai abaixo vezes sem conta e volta a um ritmo alucinante dá a volta ao gerador, com acumulador.

Ou seja.

Ficamos se electricidade durante alguns minutos. Ela vai, vem, tipo bola de ping pong.

O nosso gerador, o Abufália, não está aínda bem ligado.

Segunda feira vou tratar disso.

É que sempre que isto vai e vem a bomba de água tem um treco e TODOS os aparelhos de ar condicionado desatam a gemer.


sábado, 15 de agosto de 2009

Desenrascanço em Angola

Perto de minha casa, a confinar, tenho uma bomba de gasolina e uma loja de conveniencia. A loja está aberta 24 horas. Claro que por vinte e quatro horas devemos entender que não está absolutamente aberta as vinte e quatro horas.
Pensamento positivo!
A loja está aberta as vinte e quatro horas, sem fechar, mas há uma roulotte perto que faz as horas que a loja, aberta as vinte e quatro horas, está semi-cerrada.

O inconveniente é que não há luz para lá chegar e atravessar a rua a esta hora é suicidio.

Até nem é assim muito cara. Crveja nacional, Cuca, por 1 euro a lata.

A cerveja Cuca é excelente.

Não é assim perigoso até porque estão para aí dez militares armados de metrelhadora a tomar conta do pessoal. O facto de estarem muito bebados ajuda-os na misão civica.

Agora fodeu-se o gerador do condominio.

Ficamos sem electricidade durante quase um minuto e não consigo atinar a por o nosso gerador em automático e não haver transição.

Bendita bateria do portátil.

As bombas das piscinas estão loucas....vou ver o que se passa.

Simpatias

Perto de minha casa há onde vive o povo. Não me chegou a coragem para filmar. Há lá uma cantina que vende coisas a bom preço. Uma cantina é uma loja, se assim se lhe pode chamar, que vende de tudo. Fica num bairro que raramente aparece na Lux. E, salvo o Sousa, há lá poucos brancos.
Os preços são é porreiros e consigo comprar açucar. Nas lojas mais finas só há adoçante.

Sou cliente assiduo e té conheço gente. O dono da cantina é uma moca. Até tenho crédito.

Vai o Sousa, com este ar direitinho, e vem um miúdo e chama-me Puga

Puga é a forma depreciativa de nos chamar portugueses.

A mãe ficou um bocado à rasca...

Falei com a mãe e disse-lhe que os iudos são mesmo assim.

Ficamos amigos. Eu, o Adilson - o menino- a mãe, o pai, a avó, um primo, outros primos, mais cunhados...e ...outros....

Consigo Super Bock a 1 Euro o que é um achado.

Deram-me tomates.

Bons....

Segurança e afins....

Um dos medos de Angola é a segurança. Será que vamos ser assaltados, a cada meia hora, de dez em dez minutos?

Não é tanto assim.

No entanto relembro que há mais armas de fogo, e pessoas capazes de a usarem, do que se possa imaginar. Juntem a isto milhões de pobres e uma pornográfica ostentação de riqueza.....

Prudência e caldos de galinha. Mais prudência que caldos de galinha. Aliás hoje vi um galo a comer um gato morto. Infelizmente não filmei.