E era mesmo gasolina.
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Um nome de restaurante a não esquecer
Recomendo o bife à negrão. O vinho, se bem escolhido, nem é assim tão caro. O serviço é um pouco lento mas aqui também temos tempo. Depois fomos ao Chiliout na ilha. Uma discoteca ao nível de qualquer outra na europa. Beatiful people e um bom serviço. A discoteca é ao ar livre e tem praia privativa.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Angola e o padre António Vieira.
O Sousa e a policia....
O Sousita nunca tinha sido parado pela polícia. Como não há fome que não traga fartura foi hoje parado 2 (duas) vezes pela polícia. Uma na baixa outra na estrada da Samba.
A primeira foi mais difícil. Os camaradas pediram 14000 Kwanzas (140 Euros). Eu desatei-me a rir. Expliquei-lhes, educadamente, que tal quantia daria direito, no mínimo, a conduzir bêbado, na faixa contrária e com as luzes apagadas.
Muito renitentemente lá aceitaram 2000 Kwanzas.
Findo o dia, e já na estrada da Samba, voltam a mandar-me parar. Lá lhes expliquei já tinha sido parado e que já tinha pago. Não se condoeram. Mais dois mil Kwanzas.
De facto deveria haver um sistema de informação que funcionasse, ou pelo menos um recibo informal, que permitisse à polícia saber se é verdade ou não que o cidadão já foi esbulhado por outros distintos colegas evitando assim quer o golpe – dizer que já se pagou quando tal não corresponde à verdade- quer a dupla tributação.
Comentário da Maria do Rosário: eu acho que o sistema de informação funciona, e bem! Eles divulgaram que havia um tuga, de t-shirt pólo com uma corzinha paneleira – lilás -, que conduz um Hyundai Tucson cinza, e que está sem carta internacional…Anda só com fotocópia….e depois passaram a informação!! Além do mais, até sabiam onde ele morava e tudo…portanto sabiam o caminho que ele fazia para casa!!! E ele ainda diz que eles não têm um sistema de informação que funcione!!!!!!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Fumigação das ruas
Mais um dia em Angola. Transito, poluição, muita, e principalmente, contrastes.
Passei o dia na cidade. Visitas e negócios. Negócios poucos que aqui todo o cuidado é pouco.
Entre os vários sítios que fui o escritório dum colega.
Impecável e funcional. Agora o piso térreo do prédio é de fugir.
Está, aparentemente, a dar-se bem.
É extraordinário como o preço das habitações é tão caro e há tantos prédios, em zonas nobres abandonados a meio da construção. Habitam lá jovens, tão jovens são, marginais.
Não cheiram cola, como no Brasil ou na Tailândia, mas gasolina. Colocam gasolina num pano e inalam.
É surreal uma cidade em que no tosco dum prédio que nunca o será, meninos que nunca o serão, cheiram gasolina entre carros, igualmente a gasolina, de centenas de milhares de euros.
Não chegam a ser perigosos. Tem um ar assustado e sobrevivem a lavar carros na cidade.
Não parecem ser perigosos mas todo o cuidado é pouco.
Lembraram-me um poema de Bel:
Fils de bourgeois ou fils d'apotre
Tous les enfants sont comme les votres
Fils de cesar ou fils de rien
Tous les enfants sont comme le tien
Le meme sourire les memes larmes
Les memes alarmes les memes soupirs
Possa existir um deus tão misericordioso que nos perdoe essas e outras.
Mas falemos de outras coisas:
Um café na ilha que por mais incrível que pareça até é fácil lá chegar.
Uma esplanada agradável. Praia muita e segura. Estamos no Inverno está deserta.
Perdi-me num mercado entre a baixa e Alvalade.
O mesmo cenário. População muito jovem e, parece, que todas as meninas estão grávidas.

