Blog dum gajo do Porto acerca de gaijas, actualidade política e sem futebol. Aqui o marmelo não gosta de futebol
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quarta-feira, 14 de abril de 2010

In dubio pro reo

In dubio pro reo quer dizer que na dúvida que se lixe e libertemos o presumível culpado. Até porque valem mais cem culpados à solta que um inocente preso.

É certo.

É certo também que determinadas posições e exposições públicas implicam uma culpa, e pena, maiores que a do vulgar cidadão.

O Maradona foi crucificado, e bem, não só por consumir cocaína mas porque deveria ser um exemplo para jovens de todo o mundo. Seria de facto um pouco desproporcional a repreensão publica se o sr Maradona fosse um anónimo. Tal não era e por isso a reprovação foi maior.

A ICAR, a IURD, os pastores evangélicos, assim como a máfia napolitana, a Cosa Nostra e outras organizações criminosas não se limitam o seu mister de roubar o dinheiro ao próximo.

Se assim o fizessem seriam como uma vulgar associação criminosa que apenas furta, rouba, engana, esbulha e outras actividades típicas de quem faz como modo de vida a guita do próximo.

Tem uma diferença qualitativa:

enquanto o zé navalha quando me assalta assume que fez mal e que até está arrependido e que - se o juiz lhe permitir - se vai recuperar e promete não reincidir.

os membros destas associações de malfeitores arvoram-se em figuras morais, éticas e pessoas de honra.

Ora este tipo de defesa - nós somos pessoas de honra e exemplos para a sociedade - deve sofrer um ataque mais pesado.

E, seja o D.Corleone ou SS o Papa, devem receber castigos exemplares para que tal não se repita.

Por mais argumentos morais que inventem.

Esperemos que a justiça faça como em Nuremberga ou como Garzon com Pinochet e não se vergue com o dinheiro ou a influência.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Mas

Quando o papa chegar,

Sim

Quando o papa chegar,

Todos vão interromper

O que estão a fazer,

Todos querem ver o papa*

Conversar com os doentes.

Erguer as nádegas

para os devotos lhe meterem ex-votos na ranhura.

Apostar em publicanos e republicanos.

Justificar a força do uso com

a força da usura.

Rezar pela democracia em geral

e pelo cão polícia em particular.

Erguer a voz em maio para

curar quistos de abril.

Dar um peido

que brada aos céus.

E encaminhar assim as almas

por esta via sacra.

Porém

O papa

Limitar-se-á

A Clamar e proclamar que

O

paraiso


É o mais macio e absorvente de todos

(além disso apresenta-se desde agora em

modelos duplex com 900 folhas em todas

as gamas de cores do arco-íris e

um estojo da maior utilidade!)

O

paraiso



Ao seu alcance

(e poderá ainda receber um super b

ónus de 250 contos em ouro!)

DE MODO QUE DORAVANTE

PODEM POR BIZARRIA:

As autoridades apoiar a polícia em público

e o cão democrático em particular.

Os deputados correr o fecho-éclair

para fazer luz sobre o affaire.

Os investidores pedir luvas

para meter os dedos de môlho.

Os magistrados legislar acerca

dos cães e respectiva matéria.

Os militares erguer a voz para dizer que

a sua voz não se faz ouvir.

Os tecnocratas zelar por que tudo o que ainda

não é obrigatório o seja e não vice-versa.

Os psiquiatras encaminhar as almas para

o sétimo sono.

Os mestres distribuir coleiras novas

com a inscrição «tal qual».

Os escritores dar peidos

que empolgam a cidade.

Os funcionários públicos digerir tudo

porque têm dentes até ao cu.

Os sacerdotes referir-se às conquistas

de abril.

Os internados no manicómio construir

a bomba e explodir.

O que não podem,

O que doravante

Nenhum deles

Pode negar

É que o

paraiso





Ao seu alcouce

(e ainda poderá receber um super b

ónus de 250 contos em ouro!)

*Em espírito de profunda caridade pelas legítimas aspirações e valores autênticos da humanidade

Note bem:

Na concretização dum projecto tão grandioso como este, trabalhou-se arduamente durante cerca de 1 ano para conseguir chegar a uma produção digna do seu nome, com a tradicional qualidade dos nossos produtos e o inegável critério de perfeição que nos caracteriza.

«A Visita doPapa», de Alberto Pimenta, foi publicada pela primeira vez pela Editora & Etc em Maio de 1981.

Continuação da visita do papa de Alberto Pimenta

Os polícias de choque que empacotam

as bombas e explodem.

OUTRAS VEZES, POR DESFASTIO, SÃO:

As autoridades que apostam na bosta para

a sementeira dos guardas vingar

Os deputados que justificam a força

do uso com a força do uso da força.

Os investidores que apoiam a polícia da

democracia e o cão em ge(ne)ral.

Os magistrados que lançam mão da ficha in

formática para fazer luz sobre a temática.

Os militares com o dedo que apontam sem desvio

ao olho e vice-versa.

Os tecnocratas que instituem o im

posto an(u)al para cães.

Os psiquiatras que erguem a voz por motivos

alheios à sua vontade.

Os mestres que zelam por que tudo continue

como está e quase nada vice-versa.

Os escritores que encaminham as almas

para o seu solo de tromba.

Os funcionários públicos que recebem

poleiros com hygiephone bucal.

Os sacerdotes que dão peidos que

embalam a cidade.

Os internados no manicómio que não

digerem nada porque ficaram sem os dentes.

Os jornalistas que se referem às

conquistas de abril.

O povo que desembrulha o pacote

e explode.

OU ENTÃO SÃO:

As autoridades que têm jus ao uso

da força por força da força.

Os deputados que apoiam a polícia democrática

em geral e o cão político em particular.

Os magistrados que metem o dedo no olho do

arguido para ver se ele contém argueiro.

Os militares que ensinam os cães a reagir

ao toque de defecar.

Os tecnocratas que rebaixam a voz quando

se querem fazer ouvir no ovil.

Os psiquiatras que zelam por que tudo o que

não é proibido pareça e digamos vice-versa.

Os mestres que encaminham as almas

para o seu sítio.

Os escritores que operam com números

velhos e colírios novos.

Os funcionários públicos que dão peidos

dentro da legalidade sindical.

Os sacerdotes que digerem tudo

porque só ingerem papa claro.

Os internados no manicómio que se referem

às conquistas de abril.

Os jornalistas que embrulham as bombas

que explodem na boca do leitor.

Alberto Pimenta a visita do Papa

Continuação do texto integral da visita do Papa de Alberto Pimenta


Os internados no manicómio recebem

coleiras novas com o número fiscal.

Os jornalistas dão peidos que abalam a

qualidade de vida da cidade.

O povo digere tudo porque tem

dentes até ao cu.

Os polícias de choque referem-se

às conquistas de abril.

Os anjos da guarda interceptam os

pacotes com as bombas e explodem.

ÀS VEZES, PARA VARIAR, SÃO:

As autoridades que erguem as nádegas

para lhes serem metidas moedas na ranhura.

Os deputados que apostam na comercialização

dos guardas-republicanos.

Os investidores que justificam

a força do uso com a força da usa.

Os magistrados que apoiam a democracia em

público e o cão-polícia em particular.

Os militares que empunham o facho-éclair

para fazer luz sobre o assunto.

Os tecnocratas que manipulam os dados

com os dedos e os dedos com os dados.

Os psiquiatras que ajudam os cães a com

pensar o seu complexo anal e vice-versa.

Os mestres que erguem a voz para dizer

quais as vozes que se devem ouvir.

Os escritores que zelam por que aquilo que é

proibido se torne obrigatário e vice-versa.

Os funcionários públicos que encaminham as

almas para o sétimo selo.

Os sacerdotes que recebem as colheitas com

a colecta anual.

Os internados no manicómio que dão

peidos que abalam a (so)ci(e)dade.

Os jornalistas que digerem este mundo e o outro

porque têm dentes fora e dentro.

O povo que se refere às conquistas de

abril.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Furtado aqui


«Felizes esses monges que, pelo final da Idade Média, corriam de cidade em cidade a anunciar o fim do mundo! As suas profecias demoravam anos a realizar-se? Que importa isso! Eles podiam desenfrear-se, dar livre curso aos seus pavores, descarregá-los sobre as multidões; – terapêutica ilusória numa época como a nossa, em que o pânico, tendo-se introduzido nos costumes, perdeu as suas virtudes.
(…)
Para manipular os homens, é preciso praticar os seus vícios e acrescentar-lhes outros. Veja-se o exemplo dos papas: enquanto eles fornicavam, se entregavam ao incesto e assassinavam, dominavam o século; e a Igreja era toda-poderosa. Desde que respeitam os preceitos, mais não fizeram do que decair: a abstinência, tal como a moderação, ter-lhes-á sido fatal; tornados respeitáveis, já ninguém os receia. Crepúsculo edificante de uma instituição.»

[E. M. Cioran, Silogismos da Amargura; trad. Manuel de Freitas, Letra Livre, Lisboa 2009]

Selecção de Jorge Fallorca

sábado, 11 de julho de 2009

Nos blogues ultra-montanos do Sabino e do Mats fala-se muito de certezas.

Certezas absolutas dum Jeová ultra-justo e de seu filho, Deus com Ele, ou mais ou menos que aí a doutrina diverge.

Abespinham-se, como o muçulmano contra o presunto, contra a evolução, os ateus e tudo que possa por em causa a fé cristã.

Percorrem toda a net para encontrar a mais pequena dúvida na ciência e contrapõe a ciência bíblica, coisa certa e provada, que dá as respostas certas e provadas a todas as dúvidas.

Um Deus doce piedoso que transborda de amor pelo humanos e que criou a terra e os céus há 6000 anos.

Fez depois um pequeno genocídio, coisa pequena e sem importância, que somou a uma extinção em massa.

Como compensação destes pequenos desmandos, não dele mas dos humanos que tem costas largas, faz de si homem, ou deus, aqui outra vez a doutrina diverge e, morre e ressuscita para compor a coisa.

Pelo caminho discrimina positivamente os judeus permitindo violações em massa, genocídios, incesto, prostituição, mentira, vigarices várias e outras actividades que engrandecem a alma.

Uma entidade que de moral é pim-pam-pum e que faria indignar qualquer ditador que se preze.

Um pequeno exemplo seria a matança de crianças no Egipto por ter tido um diferendo com o ditador local. Em vez de chatear o ditador mata os filhos dos Egípcios. Lindo exemplo moral que deve ser lido a todas as crianças antes de irem dormir.

- E o bom Deus, matou os meninos dos Egípcios, para chatear o bestunto ao chefe deles, que se chamava faraó.

- Como se vê Deus é bom e gosta dos meninos!

Nesta altura está o puto a fazer xixi na cama e a pedir ao pai que afaste o tal Deus que é mau e mata os meninos.....

- Mas Deus é bom, contrapõe o pai!

- Outra vez permitiu que os judeus matassem os inimigos e ficassem com as mulheres para eles. Juntaria o pai para convencer a criança da bondade de Deus.

Agora é que o puto ia dormir para a cama deles para evitar que o tal senhor Deus, que o pai diz que é tão bom, o matasse a ele e ao pai para dar a mãe aos judeus.

Cada qual é livre de acreditar nos disparates que quer. Afastada a religião da esfera pública podemos fruir de liberdade.

Agora que há disparates que deveríamos manter para nós mesmos....

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Dúvidas religiosas

ara um cristão o cristianismo é facílimo de entender. Para um não cristão a coisa já não se torna assim tão fácil.

Ora vamos lá a ver se consigo sistematizar o cristianismo.

Fontes:

Para os cristãos as fontes da sua fé são os livros da bíblia ou os livros da bíblia e a tradição ou uma determinada tradução da bíblia ou ainda livros posteriores à bíblia, as mensagens dos modernos profetas e os actos do Papa em matéria de fé.

Interpretação das fontes:

A interpretação, pode e deve, ser apenas pela leitura da bíblia. A leitura da bíblia tem de ser contextualizada pela tradição e doutrina emanada pela hierarquia. Há livros fora da bíblia que dão o verdadeiro sentido da palavra de Deus. Toda a revelação está na bíblia ou há profetas e revelações após a bíblia.

A mensagem cristã:

Deus criou um primeiro casal que segundo outras interpretações pode não ter existido. Este casal desrespeitou, independentemente da sua existência ou não, uma ordem de Deus e provou da fruta da sabedoria tornando-se igual a eles, o Deus único. Esta narrativa pode ser considerada factual ou apenas uma alegoria. Todavia esta desobediência original transmitiu-se hereditariamente. Todos os seres humanos nascidos depois carregam consigo o pecado dos pais.
Como forma de redimir toda a humanidade o Deus único, omnipotente, omnipresente e imortal torna-se um homem através da fecundação assexuada duma humana. Não é consensual se a virgindade anatómica da humana foi preservada ou não, sendo a sua negação ou aceitação acto que agrada ou repulsa muitíssimo a Deus conforme as interpretações.
Este Deus imortal feito homem é morto pelos homens e ressuscita passado pouco tempo juntando-se a si próprio. Este Deus feito homem pode, consoante as interpretações ser o mesmo Deus ou serem três entidades diferentes mas que na realidade são só uma.

Desta morte e ressurreição podemos inferir que nos basta apenas a fé no Deus que morre e ressuscita para sermos salvos, ou que apenas a fé não nos salva mas que ela deve ser complementada por actos que agradam à divindade ou que somos predestinados antes de nascermos para sermos ou não salvos.

Os actos que agradam e desagradam a Deus são:

A homossexualidade é absolutamente proibida, a homossexualidade não é proibida quando não praticada. A homossexualidade é permitida.

Não é possível o divórcio. Em certos casos pode haver divórcio.

Devemos respeitar o sábado. Devemos respeitar o domingo. È indiferente.

Não podemos fazer transfusões de sangue. Podemos fazer transfusões de sangue.

Devemos ser monógamos. A poligamia é permitida.

Os métodos anticoncepcionais são permitidos. Nem todos os meios anticoncepcionais são admitidos.

Podemos e devemos venerar imagens de santos. A adoração de imagens é o caminho mais curto para o inferno.

O inferno existe e é um local real. O inferno existe mas não é um local físico. Não há inferno.

Os bispos, padres e pastores só podem ser homens e devem ser castos. Podem casar. Podem ser homens ou mulheres e devem casar. Só podem ser homens mas tem de ser casados. Quem for homossexual não pode ser pastor. Podem ser ordenados homossexuais desde que não pratiquem. È indiferente.

Deus é um só. Deus é trino.

O papa é infalível em matéria de fé e é o representante de Deus na terra. O papa é o porta-voz do diabo.

Os pastores podem absolver os pecados dos crentes mediante a confissão. A confissão ao padre não é válida. O padre transubstancia a hóstia e o vinho durante a missa. A transubstanciação é uma abominação.

Devemos guardar os preceitos do velho testamento. O novo testamento anula tudo o que está no velho testamento. O velho e o novo testamento não fazem sentido sem as modernas profecias.

Não devemos aceitar novos profetas depois da bíblia. Há profetas depois da bíblia. Não há profetas depois da bíblia mas há instituições, entre elas o parlamento Inglês, que podem decidir sobre coisas de fé. A tradição é importante. A tradição não é importante.

Em relação à ciência a evolução ou uma terra antiga são contrárias à fé cristã. A evolução não é de forma nenhuma contrária à fé cristã.

Como se vê, sem má vontade, a teologia é extraordinariamente clara e é extremamente consensual.

Qualquer pessoa que leia as fontes e as interprete chega, sem trabalho de maior, ao conjunto de actos que agradam a Deus e lhe podem salvar a alma.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Mais um ataque à religião.

Principe Carlos recusa os planos arquitéctonicos de Deus para Jerusalem.

Ver a noticia aqui
De seguro
Posso apenas dizer que havia um muro
E que foi contra ele que me arremeti
A vida inteira.
Não, nunca o contornei.
Nunca tentei
Ultrapassá-lo de qualquer maneira.


É extraordinário que no tempo de Darwin a polémica que se criou com a origem das espécies nada tinha a ver com uma interpretação literal da Bíblia.
Havia, é certo questões religiosas e filosóficas, mas já praticamente ninguém se preocupava com as palavras do génesis.

A interpretação literal do Velho Testamento é um fenómeno americano do século XIX.

Certamente numa reacção a um mundo em rápida mudança a busca de certezas inabaláveis tornaram-se para muitos uma fonte de prazer e segurança.

Daí os actuais criacionistas da terra jovem e das suas tentativas, por vezes extremamente elaboradas, de conseguirem provar a todo o custo o impossível.

Não sei porque mas lembram-me este poema do Miguel Torga

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Preservativos e esfincteres santificados.

"O Estado português desperdiça dinheiro em campanhas supérfluas, como a distribuição de preservativos nas escolas, e depois alega falta de capacidade para acudir a questões de ordem social." As palavras são de D. Jorge Ortiga, presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, proferidas ontem num encontro sobre o Dia das Comunicações Sociais.

Os Muçulmanos não querem ficar atrás, salvo seja o trocadilho, que não se algum deles é dado a essas coisas.

David Munir, líder da comunidade muçulmana de Lisboa, lembra que o Islão não permite as relações sexuais antes do casamento e considera que o projecto-lei incentiva a que isso aconteça, embora afirme que nada tem contra a existência de educação sexual nas escolas.

O sheikh reconhece que falar sobre a educação sexual não só é um dever dos pais, salientando que é positivo que o tema seja abordado também na escola, no entanto, considera que «o distribuir preservativos é abrir porta para que haja contacto físico entre rapazes e raparigas».


Ora os argumentos são do melhor:

Um que os preservativos são caros o outro que a distribuição dos ditos abre a porta, e quiçá as pernas, das meninas e dos meninos.

Ora se fossem os dois, e digo isto muito respeitosamente, levar na bilha fariam muito melhor. Não se esqueçam é do preservativo que nos tempos em que andamos nem o esfincter dum Bispo ou dum Sheik são imvulneráveis aos HIVs e outras doenças venéreas que por aí graçam.
É que nestas coisas todo o cuidado é pouco. 

E por muito limpitos e educados que me parecem os dois no melhor pano cai a nódoa.  

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Publicidade agnóstica


A exemplo dos ateus e dos crentes também os agnósticos vão fazer campanha nos autocarros.

Estão a ter dificuldades na campanha mas parece que o slogan será:

‘God may or may not exist so go and enjoy your life … but not too much, just in case’

Fonte aqui



quinta-feira, 9 de abril de 2009

Boa Páscoa


- Pai, o que é Páscoa?
- Ora, Páscoa é ...... bem . é uma festa religiosa!
- Igual ao Natal?
- É parecido. Só que no Natal comemora-se o nascimento de Jesus, e na Páscoa, se não me engano, comemora-se a sua ressurreição.
- Ressurreição?
- É, ressurreição. Marta, vem cá!
- Sim?
- Explica a esta criança o que é ressurreição para eu poder ler o meu jornal descansado.
- Bom, meu filho, ressurreição é tornar a viver após ter morrido. Foi o que aconteceu com Jesus, três dias depois de ter sido crucificado. Ele ressuscitou e subiu aos céus. Entendido?
- Mais ou menos ........ Mamã, Jesus era um coelho?
- Que é isso menino? Não me diga uma coisa destas! Coelho! Jesus Cristo é o Pai do Céu! Nem parece que este menino foi baptizado! Jorge, este menino não pode crescer assim, sem ir à missa pelo menos os domingos. Até parece que não lhe demos uma educação cristã! Já pensou se ele diz uma asneira destas na escola? Deus me perdoe! Amanhã vou matricular este fedelho na catequese!
- Mamã, mas o Pai do Céu não é Deus?
- É filho, Jesus e Deus são a mesma coisa. Vai estudar isso na catequese. É a Trindade. Deus é Pai, Filho e Espírito Santo.
- O Espírito Santo também é Deus?
- É sim.
- E Fátima?
- Sacrilégio!!!
- É por isso que na Trindade fica o Espírito Santo?
- Não é o Banco Espírito Santo que fica na Trindade, meu filho. É o Espírito Santo de Deus. É uma coisa muito complicada, nem a mamã entende muito bem, para falar a verdade nem ninguém, nem quem inventou esta asneira a compreende. Mas se perguntar à catecista ela explica muito bem!
- Bom, se Jesus não é um coelho, quem é o coelho da Páscoa?
- (gritando) Eu sei lá! É uma tradição. É igual ao Pai Natal, só que em vez de presentes, ele traz ovinhos.
- O coelho põe ovos?
- Chega! Deixa-me ir fazer o almoço que eu não aguento mais!
- Pai, não era melhor que fosse galinha da Páscoa?
- Era, era melhor, ou então peru.
- Pai, Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, não é? Que dia que ele morreu?
- Isso eu sei: na sexta-feira santa.
- Que dia e que mês?
- ??????? Sabes que eu nunca pensei nisso? Eu só aprendi que ele morreu na sexta-feira santa e ressuscitou três dias depois, no sábado de aleluia.
- Um dia depois portanto!
- (gritando) Não, filho - três dias!
- Então morreu na quarta-feira.
- Não! Morreu na sexta-feira santa... ou terá sido na quarta-feira de cinzas? Ah, miúdo, já me confundiste!
Morreu na sexta-feira e ressuscitou no sábado, três dias depois!
-Como!?!?
-Como!?!? Pergunte à sua professora da catequese!
- Pai, então por que amarraram um monte de bonecos de pano na rua?
- É que hoje é sábado de aleluia, e a aldeia vai fingir que vai bater em Judas. Judas foi o apóstolo que traiu Jesus.
- O Judas traiu Jesus no sábado?
- Claro que não! Se ele morreu na sexta!!!
- Então por que eles não lhe batem no dia certo?
- É, boa pergunta.
- Pai, qual era o sobrenome de Jesus?
- Cristo. Jesus Cristo.
- Só?
- Que eu saiba sim, por quê?
- Não sei não, mas tenho um palpite de que o nome dele tinha no apelido Coelho. Só assim esta coisa do coelho da Páscoa faz sentido, não acha?
- Coitada!
- Coitada de quem?
- Da sua professora da catequese !!!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Surripiaram os chocolates ao Sousa


O programa correu muito bem. Os convidados, com excepção do Sousa, eram de primeira escolha.

Tivemos a Professora Doutora Teresa Toldy, que penso eu dispensa apresentações.
Além dum doce de pessoa é uma das grandes teólogas portugueses. Podemos ver aqui uma conferência.

O Padre Luís, homem sem papas na língua. Fossem todos os padres assim.

E a Diana. Mulher inteligente e muito critica em relação ao Cristianismo.

A apresentadora, a Rosa Carvalho, como sempre esteve muito bem.

O Sousa é que é a porcaria que se sabe.

Os outros convidados conseguiram colmatar as lacunas do Sousa.

Uma nota doce no programa foram os chocolates oferecidos pela Bonitos Bomboneria.

Deviam ser deliciosos, digo eu, porque me surripiaram os meus.
Passa o programa no Porto Canal (canal 13 da TV Cabo) nos seguintes horários:
Sábado 4 de Abril às 13 horas e no Domingo 5 de Abril às 11 horas

terça-feira, 31 de março de 2009

Ainda há quem tenha bom senso

Durante uma conferência sobre violência doméstica, promovida pela Assembleia Municipal de Viseu, o bispo advertiu que discorda do divórcio, porque «há outras formas de resolver» o problema, mas também lembra que a Igreja é «contra qualquer tipo de violência», pelo que terá de prever a dissolução do matrimónio em casos específicos de violência doméstica.

O bispo do Porto defendeu, este domingo, que «a grande solução» para o problema da sida «é comportamental», sendo o preservativo um «expediente» que poderá ter «o seu cabimento nalguns casos», escreve a Lusa.

Agora a o divórcio só por violência doméstica ...

Quer dizer o católico que se queira divorciar tem de acrescentar umas porraditas à mulher...

sexta-feira, 20 de março de 2009

O Papa ou o preservativo? Ou a arte de vender jornais.


Em nome da liberdade de opinião, o Expresso vai publicar este cartoon. Concorda com a nossa decisão? Diga-nos o que pensa sobre este assunto.

Ver link aqui

quarta-feira, 18 de março de 2009

O Papa e o preservativo.

O Papa Bento XVI defendeu esta terça-feira que a solução para o problema da sida não passa pela distribuição de preservativos, horas antes de aterrar na capital dos Camarões para a sua primeira visita ao continente africano.
"Não se pode resolver (o problema da sida) com a distribuição de preservativos", disse o Papa aos jornalistas a bordo do avião da Alitália que o levará até Yaounde, nos Camarões. Acrescentou que, "pelo contrário, a sua utilização agrava o problema".


Ora isto não parece uma palermice sem importância.

Que o Papa, o Prof Karamba ou a Bruxa da Pontinha falem da eficácia duma galinha preta numa encruzilhada, na desinfestação psiquica pela H2O Benta ou que joguem os búzios ou cartas de tarot não me parece que venha grande mal ao mundo.


Quem quiser acreditar acredita e quem não quiser não acredita.

Agora quando a senhora D. Bruxa da Pontinha aconselha uma cliente a abandonar um tratamento médico porque a vai curar por artes de perlimpimpim ou S.S. Bento XVI aconselha os africanos a não usarem preservativo a coisa já não é inócua.

Para os clientes de um e doutra estes são grandes autoridades nas coisas do outro mundo e, certamente nas de cá, logo quando dizem que o preservativo é ineficaz ou que a diabética pode deixa de tomar insulina correm o risco de serem levados a sério.

Ora é este risco que até pode ser criminoso.

Nem o Prof Karamba, nem a sra. D.. Bruxa da Pontinha nem S.S. Bento XVI se devem pronunciar sobre estes assuntos. Até porque podem ser ouvidos e levados a sério.

Da mesma maneira que a pobre cliente da bruxa da Pontinha pode ter sérios problemas com a falta de insulina, alguns africanos mais ignorantes e crédulos, podem acreditar que o velhinho de saias quando diz que o preservativo não protege da SIDA sabe do que está a falar.

Toda a gente sabe que o método mais eficaz de protecção de doenças sexualmente transmissiveis é o preservativo. Se Sua santidade usa ou não usa é um problema dele e dos seu parceiros e parceiras. Agora, como figura pública que é, deveria abster-se de aconselhar os outros a práticas perigosas ou negligentes.

Mesmo que na intimidade da alcova S.S. se obstine em não usar preservativo, que toda a Cúria Romana não os use isso não deve ser alvo de publicidade.

Até porque as figuras públicas são inevitavelmente imitados.

O caso da cocaina e do Maradona foi um bom exemplo do caso. Ele foi mais criticado do que qualquer outra pessoa porque era um exemplo para jovens de todo o mundo.

Limitem-se S.S. Bento XVI e o Prof Karamba a darem, respectivamente, absolvições e esconjuros que ninguem os critica.

Não devem é incitar a comportamentos de risco.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Uma carta ao arcebispo de Recife, D. José Cardoso Sobrinho

Excelência:


Acerca da criança abusada pelo padrasto tomei a liberdade de lhe transmitir o que penso sobre a sua actitude.

Houve uma menina que foi abusada sexualmente pelo padrasto, durante anos a fio e esse abuso culminou na gravidez da menina. Aos nove anos e com trinta quilos. Não que o peso de trinta quilos não seja apropriado a uma criança de nove anos. Não parece é que, segundo os médicos, fosse o mais indicado, até pela idade da vitima para dar à luz gémeos. Concordará Vossa Excelência que nove anos não é também a idade ideal para ser mãe.

Quanto a pesos, idade e maturidade penso que estaremos os dois de acordo.

No seguimento da coisa penso que também não deveremos divergir muito. Há uma vitima dum crime. Não podemos evitar o que foi feito mas podemos, e devemos, agir de acordo com o que é melhor para a menina.

Poderemos divergir no que concerne à interrupção voluntária da gravidez. Em alguns casos penso eu que se poderá e deverá fazer, vossa Excelência nunca concorda.

São opiniões.

Agora terá vossa Excelência de concordar que a relação sexual do padrasto com a menina não foi consentida. Mesmo que a criança quisesse, pedisse e desse a aprovação ela não o podia fazer. Não podia por ser uma criança. Da mesma forma que uma criança não pode realizar negócios, casar, conduzir um automóvel exactamente por ser criança. Não pode consentir.

Não sei se é o caso mas o padrasto poderá defender-se dizendo que a menina é que quiz, que era consensual e outras coisas do género. Nada disto o defende. Trata-se duma criança que ainda não pode decidir.

O que Vossa Excelência fez foi excomungar uma criança de 9 (nove) anos. Esta excomunhão resultou dos médicos e da familia terem decidido interromper a gestação. A menina ao nove anos não decide se quer ou não ir para a escola, ser operada às amigdalas ou ir à discoteca à noite com os colegas. Não o pode fazer. Não tem maturidade para decidir da sua vida.

A sua excomunhão até justifica um pouco a posição do padrasto no caso de se querer defender dizendo que o sexo foi consensual. Se a menina tem idade para ser excomungada porque não para ter relações sexuais consentidas ?

Repare na monstruosidade do que fez.

Eu sei que apelar ao senso moral e ético dum dignatário da igreja é mais ou menos, sem querer ofender ninguém, como fazer pregações morais aos carteis de droga. Sei que é chover no molhado e que a humanidade básica não entram nestes paradigmas. Agora há limites à perfidia.

Perante um caso dramático a vossa reacção é : castigue-se a menina. Lançam esconjuros, pragas e maldições contra uma criança que não se pode defender.

Pode passar-lhe pela cabeça o que a menina sentirá com a sua actitude ?

Certamente que sim. Não me parece que Vossa Excelência seja tão imbecil que não possa imaginar o sofrimento que foi causar à menina.

Da mesma maneira que o padrasto cometeu o crime ao longo do tempo. Não se tratou dum acto isolado e irreflectido duma noite de borracheira.

Vossa Excelência igualmente agiu a frio e deliberadamente. Não foi uma praga lançada num momento de ira ou bebedeira. Não!

Vossa Excelência, a frio, no seu gabinete decidiu lançar uma praga, e por escrito contra....uma menina de nove anos que foi violada pelo padrasto, que tem trinta quilos e está gravida de gemeos.

Deverá ter Vossa Excelência noção clara do trauma que poderá causar a esta criança com o seu comportamento. Agiu, portanto, deliberadamente, a frio, e com conhecimento dos resultado das suas acções.

A qualifiação de tal comportamento parece-me clara. Para exprimir bem os meus sentimentos teria de usar palavras bastante duras e bastante vernáculas.

Pode bem Vossa Excelência imaginá-las. Imagine as piores e mesmo assim pode ter a certeza que não são suficientes para qualificar o seu comportamento.

Se pretende excomungar, enviar pragas e castigos faça-o a adultos. Arranje alguem do seu tamanho e que se possa defender.

Entretanto veja lá se consegue que o seu Deus o perdoe. Eu sei que Ele é infinitamente bom...mas caramba! Desta vez Vossa Excelência exagerou mesmo. A coisa não me parece fácil.

O minimo que poderia fazer era ir pedir desculpa à menina, prometer que não repete a graça e remeter-se a um silêncio prudente até que Deus se apiede da sua alma e a arquive nos quintos dos infernos.

Gostaria também que Vossa Excelência soubesse que se tal caso se desse na minha familia eu trataria, no mais curto espaço de tempo, de lhe arrancar a saias e de lhe dar tal correctivo que nem toda a corte celestial era suficiente para lhe compôr as nódoas negras. Iria demorar bastante tempo até que Vossa Excelência pudesse volta a usar sais. Eu sei que isto implica excomunhão imediata. Como sou adulto cá estou para me defender.

Com o maior desprezo por Vossa Excelência,

Subsrevo-me