Blog dum gajo do Porto acerca de gaijas, actualidade política e sem futebol. Aqui o marmelo não gosta de futebol

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Fim de tarde em Lisboa

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O Sousita a jantar na Portugália. Grandes bifes

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Das pequenas coisas: February 2006

Das pequenas coisas: February 2006: "' Os amantes sem dinheiro

Tinham o rosto aberto a quem passava.
Tinham lendas e mitos
e frio no coração.
Tinham jardins onde a lua passeava
de mãos dadas com a água
e um anjo de pedra por irmão.

Tinham como toda a gente
o milagre de cada dia
escorrendo pelos telhados;
e olhos de oiro
onde ardiam
os sonhos mais tresmalhados.

Tinham fome e sede como os bichos,
e silêncio
à roda dos seus passos.
Mas a cada gesto que faziam
um pássaro nascia dos seus dedos
e deslumbrado penetrava nos espaços.'

Eugénio de Andrade"

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Citroen Visa



O primeiro carro do Sousita foi um Visa. Branco.

Que saudades.....
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Alfândega do Porto



Carimbos e máquinas da Alfândega do Porto
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Um pouco de azul sobre Leixões

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Não foi tentativa de suicídio. Era apenas o reclame avariado

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vista geral da doca de Leixões

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Ponte m´vel de Leça prestes a abrir

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O hall do Sousita

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O Sousa em repouso

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A nova rua do Sousita

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O Sousa a meditar sobre a crise do BCP

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O Sousita em Lisboa.

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o Sousa a preto e branco

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O primeiro jantar em Lisboa made by Sousa

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A casa do Sousa em Lisboa

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Restos da mudança do Sousa para o Sul

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Presépio na Alfândega de Lisboa

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quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Banqueiro anarquista


Tínhamos acabado de jantar. Defronte de mim o meu amigo, o banqueiro, grande
comerciante e açambarcador notável, fumava como quem não pensa. A conversa, que
fora amortecendo, jazia morta entra nós. Procurei reanimá-la, ao acaso, servindo-me
de uma idéia que me passou pela meditação. Voltei-me para ele, sorrindo.
- É verdade: disseram-me há dias que V. em tempos foi anarquista...
- Fui, não: fui e sou. Não mudei a esse respeito. Sou anarquista.
- Essa é boa! V. anarquista! Em que é que V. é anarquista?... Só se V. dá à palavra
qualquer sentido diferente...
- Do vulgar? Não; não dou. Emprego a palavra no sentido vulgar.


...


- Não; não é isso. O que eu quero dizer é que entre as minhas teorias e a prática da
minha vida não há divergência nenhuma, mas uma conformidade absoluta. Lá que não
tenho uma vida como a dos tipo dos sindicatos e das bombas - isso é verdade. Mas é
a vida deles que está fora do anarquismo, fora dos ideais deles. A minha não. Em mim
- sim, em mim, banqueiro, grande comerciante, açambarcador se V. quiser -, em mim
a teoria e a prática do anarquismo estão conjuntas e ambas certas. V. comparou-me a
esses parvos dos sindicatos e das bombas para indicar que sou diferente deles. Sou,
mas a diferença é esta: eles (sim, eles e não eu) são anarquistas só na teoria; eu souo
na teoria e na prática. Eles são anarquistas e estúpidos, eu anarquista e inteligente.
Isto é, meu velho, eu é que sou o verdadeiro anarquista. Eles - os dos sindicatos e das
bombas (eu também lá estive e saí de lá exatamente pelo meu verdadeiro
anarquismo) - eles são o lixo do anarquismo, os fêmeas da grande doutrina libertária.
- Essa nem ao diabo a ouviram! Isso é espantoso! Mas como concilia V. a sua vida -
quero dizer a sua vida bancária e comercial - coma as teorias anarquistas? Como o
concilia V., se diz que por teoria anarquista entende exatamente o que os anarquistas
vulgares entendem? E V., ainda por cima, me diz que é diferente deles por ser mais
anarquista do que eles - não é verdade?

- Exatamente.


O Banqueiro Anarquista
Fernando Pessoa

O Sousa de mudança para Lisboa



A cozinha do Sousa quase pronta...
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Hic!

 


O fogo de artificio no edificio transparente, visto pelo Sousa, já um bocado tocadito na passagem do ano.
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O Sousa de mudança para Lisboa

 


Vista da Janela da Rua Arantes e Oliveira
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