Blog dum gajo do Porto acerca de gaijas, actualidade política e sem futebol. Aqui o marmelo não gosta de futebol

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Se não fosse o George W Bush a vida era uma seca.

O American Dad e o Daily Show não tinham piada nenhuma.

E, que é pior, a nossa boa consciência, não poderia culpar um malvado de todas a iniquidades.

Nós, bem pensantes, até nem gostamos dele.

No entanto ele faz.

Que podemos nós fazer?

Foi tal e qual aqui há uns tempos…havia um malvado – que ele sozinho e sem ajuda – levava os judeus para os campos de concentração.

Que poderíamos nós todos, sozinhos, fazer contra tal diabo?

E o que é pior … ainda dizem que nós vimos…te arrenego !
Depois de ver o apocalipse now e mais alguns filmes sobre a segunda guerra, de ler o “ A Oeste nada de novo”, o Camus, e um milhão de coisas parecidas parecia-nos que uma guerra seria algo de tão improvável como a queda das torres gémeas por dois aviões, carregados de fé religiosa.

São as religiões erradas ou o ser humano que é, normalmente errado?

Vou em seguida ouvir a Callas para ver se há pelo menos um humano afinado.
Eu, de facto não tenho nenhuma culpa na solução final dos judeus na Alemanha dos anos trinta nem na guerra do Iraque.

E passo a explicar.

Se eu fosse vivo e nascido nesse anos diria, sem ponta de vaidade ou vergonha que:

Que seja dita a verdade, reparei, como ninguém poderia deixar de reparar que, alguns, poucos, no meu entender, e de muitos, é certo, que judeus e a fins, se não desaparecerem, pelo menos da nossa vista, desapareceram da nossa vida quotidiana, tão difícil e sujeita, a tanta incerteza e desprazer, que não é motivo de preocupação, pelo menos para mim, como pessoa, o desaparecimento, ou alegado dito, de algumas pessoas, que se bem iguais a nós em direitos, e mais em deveres, não me parecem nada de especial, ou mesmo dignas de nota e que tal desaparecimento, alegado, nos possa – ou me possa – fazer mossa ou dano.
Diminuírem, é certo, em quantidade e número nos bairros vizinhos, mas, há sempre em coisas que tal um certo exagero e, os números, são sempre aumentados,

O melhor é que eu feche os olhos e, diga-se de verdade, o que se passa longe – da minha vista e que eu não saiba não é nada de grave.




Se existisse na minha época, e com o mesmo imperativo categórico diria:

Bom!

Isto do Iraque foi um banho de sangue inútil. Os gajos da extrema-direita americana e os grupos petrolíferos lá se safaram a ganhar uns milhões. Tá certo que precisaram do Blair, gajo de esquerda, e do Barroso.

Ora bolas.

Foi imoral de caraças. Mentiram de caraças e tiveram que matar uns milhares de pessoas para terem lucro.

No entanto não me parece nada de imoral. Que são uns mortitos iranianos ( merece letra grande ?) em face dos valores em causa ?

Parece, dizem os entendidos, que há diferenças entre as duas posições.

A mim também me parece, Não descobri é quais.
Desde pequeninos que somos dados a passar a culpa ao próximo. Se temos irmãos ou irmãs tentamos sempre, e bem, passar a culpa da asneira ao próximo ou próxima.

Continuamos assim em adultos. E, diz o Sousa da Ponte, ainda bem. Que isto de viver com culpa é chato que se farta e propicia as aortas e outras veias que tais ao enfarte.

Ora na guerra do Iraque cumpriu-se a regra:

O culpado foi o malvado do George W. Bush e dos fundamentalistas evangélicos e outros quejandos, cuja filosofia é má e nefasta.

Esquecemos que Blair era, e quanto sabem o oráculos, é uma homem de esquerda e que o Barroso é, apenas, o actual e próximo chefe máximo da união europeia. E até um social-democrata.

Se, como dizem as más línguas, até as armas de destruição massiva eram peta, e que até aprece que era o tal de George W. Bush é que era o culpado de tudo para quê alguma preocupação?

Há um malvado e ele é o culpado de tudo. Que bom!

Eu não tenho culpa nenhuma!

Tadinhos dos iraquinaos….

A culpa foi do Bush….

Bom!

Em Nuremberga a coisa correu mal de caraças…mas a malta agora tem melhores advogados….


Morra o Bush!

Morra Pim….!

quarta-feira, 30 de julho de 2008

O texto anterior vinha a propósito duns tipos simpáticos mas bué de mal intencionados que são os criacionistas.

O que é que estes cromos querem?

Nada mais nada menos que explicar que a deus aborrece a evolução. Eles descobriram que o Darwin é um tipo que muito chateou a divindade e que se a evolução fosse verdade a interpretação deles da bíblia estava errada. Ora se eles estivessem errados na sua interpretação deus, a existir, teria imediatamente de deixar de existir e de ter existido – o que até nem seria difícil para alguém omnipotente – para não contraria a interpretação que eles fazem da bíblia.

Claro que se deus existir parece-me que a primeira pergunta que lhes vai fazer é :

- ò meu ganda marmelo! Eu passei-te procuração para falares por mim quando?

Se eles tiverem razão no que toca à infinita bondade ainda se safam. Agora se a mesma bondade for só finita…
A presunção de alguns crentes é, a existir deus, no mínimo perigosa para a sua experiência alem vida. Passo a explicar:

No que toca às religiões mais nossas conhecidas, muito cá de casa, o Cristianismo e o Islamismo os teóricos das religiões tem certezas inabaláveis sobre a natureza de deus e, principalmente, da sua vontade, gostos, predilecções, ódios pessoas, quezílias, teimas e outras.

No caso ainda mais cá de casa que são os cristãos nenhuma das diversas interpretações concorda com a interpretação do vizinho: uns sabem, de fonte fidedigna, que a deus aborrecem as transfusões de sangue, outros urram que não, que as transfusões não fazem mal nenhum mas que o uso do preservativo transtorna a divindade grandemente. Estes afirmam que a homossexualidade aborrece de morte a divindade, Aqueles que não.

Todos concordam, mesmo discordando uns dos outros, que eles em particular sabem interpretar a vontade divina e que através dessa interpretação e só de essa se pode agradar à divindade. Concordam também, e outra vez discordando uns dos outros, que fora da crença deles e dos preceitos que eles prescrevem, não há salvação possível.

Isto é: sabem como fazer as coisas para agradar a deus para conseguir a vida eterna. Não interessa se é correcto ou incorrecto, se é absolutamente imoral. Lê-mos nas entrelinhas que é assim e se o fizermos lá nos safamos lindamente.

Ora cá o Sousa não sabe se há deus ou não mas uma certeza tem : se há os gajos estão lixados, não é a fazer batota que se safam com um tipo e logo omnisciente… dizem eles pelo que terá de ser senão não é deus.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Outra vez o vestido em malha de prata

 
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Um vestido da callas em original

Este é mesmo verdadeiro. Foi-lhe oferecido pelo Onassis e tem claras marcas de uso. Como felizmente não estava protegido o Sousita não resistiu a tocar-lhe. Eu sei que é errado mas que diabos...alguém resistia a tocar num vestido da Callas?

Que atire a primeira pedra......



 
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Mais um velho reclame de Lisboa. Fica em frente à Portugália na Almirante Reis

 
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Obras na estação de Gaia-Devezas

 
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domingo, 13 de julho de 2008

Lei Robin Hood

Porque diabos é que o imposto sobre as petroliferas que se destina a dar uns bónus aos privados para pagarem as dividas aos bancos me parece uma certa hipocrisia?
Parecia-me mais fácil que as petroliferas dessem directamente a guita aos bancos. Não seria ?

Lembrou-me uma cena igualmente de grande valor ético.

Porque diabos é que estes gajos não pagam impostos ?

Nos tempos das leis Robin Hood porque é que estes tipos não pagam impostos, e agravados como os outros ? Ou os milagres são bem de maior necessidade que os combustiveis ? E com os lucros podia-se sempre financiar os bruxos, feiticeiros e adivinhos, que , segundo parece estão em grave crise e a despedir pessoal.

A queda d'um anjo romance Por Camilo Castelo Branco, Condeixa, Dias Heitor

A queda d'um anjo romance Por Camilo Castelo Branco, Condeixa, Dias Heitor: "Sr presidente Em Grecia e Roma as festas an nuaes eram solemnisadas com espectaculos Os cidadãos timbravam em se dispenderem aporfiadaroen te para o maior realce das representações theatraes Na Grecia o arcbonte eponymo a cargo de quem o estado delegava as despezas das representações e& mava o dispendio de cada uma em dois talentos 3 250 5000 réis pouco mais ou menos da nossa moeda Este dispendio faziam no espontaneamente os ricos e se era o thesouro nacional que adiantava as des pezas a concorrencia convidava pelo preço diminu tissimo do theorikon ou entrada que correspondia ao vintem da nossa moeda E de Pericles em diante sr presidente tomou o estado á sua conta o pagamento das entradas dos pobres Entre os romanos eram os poderosos como Lepido e Pompeu e ao diante os "


A reler....os discursos de Calisto Eloy de Silos e Benevides de Barbuda

As jóias da Callas


Mais Exposição da Maria Callas


Vestidos da Callas no museu da electricidade.

A não perder: Exposiçao no museu da electricidade sobre Maria Callas


sexta-feira, 11 de julho de 2008

Uma boa razão, no original, para ler as benevolentes...





...
Les circonstances rendaient l'affaire particulièrement atroce. Lorsque la famine les eut décidés à ce recours, les soldats de la compagnie, encore soucieux de la Weltanschauung, avaient débattule point suivant : fallait-il manger un Russe ou un Allemand? Le problème idéologique qui se posait était celui de la légitimité de manger un Slave, un Untermensch bolchevique. Cette viande ne risquait-elle pas de corrompre leurs estomacs allemands ? Mais manger un camarade mort serait déshonorant ; même si on ne pouvait plus les enterrer, on devait encore du respect à ceux qui étaient tombés pour la Heimat. Ils se mirent donc d'accord pour manger un de leurs Hiwi,compromis somme toute raisonnable, vu les termes du débat. Ils le tuèrent et un Obergefreite, ancien boucher à Mannheim, procéda au dépeçage. Les Hiwisurvivants succombèrent à la panique
tentant de déserter, .....


JONATHAN LITTELL Les Bienveillantes

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Uma leitura divertida

Não é nada de muito especial mas é muito divertido...

Bom para uma tarde de praia .

A Educação de um Vigarista

Grandes livros


As Benevolentes, de Jonathan Littell, Ed. D. Quixote, 2007, 896 p.
Absolutamente a não perder.
Um bocado pesado de mais para ler à noite.
Três homens apenas andaram sobre as águas em toda a história da Humanidade:

O primeiro foi Cristo.
O segundo foi Pedro.
O terceiro foi Ivangivaldo.


Ivangivaldo?! Mas quem raio é Ivangivaldo?!