Blog dum gajo do Porto acerca de gaijas, actualidade política e sem futebol. Aqui o marmelo não gosta de futebol

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Redassão:

> "O mano"

>
> Quando eu tiver um mano, vai-se chamar Herrare
porque Herrare é o mano.

> Eu vou gostar muito do meu mano.

> Fim.
>

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Poesia matemática...

O Einstein não diria melhor à namorada. . .

Quem 60 ao teu lado e 70 por ti, vai certamente rezar 1/3 para arranjar 1/2 de te levar para 1/4 e ter a coragem de te dizer: 20 comer!!!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

É mentira e grande falsidade que nós o homens vivamos apenas para a pila. Há vida para alem da pila, só que ainda ninguém descobriu qual: qual vida e qual a pila.
É certo que o centro do universo, ao contrário do que as mulheres infamemente afirmam, não é o nosso umbigo.
Mentira rematada!

É o pénis, senhoras. (adaptado da santa Isabel, em resposta ao marido)

Todos nós sabemos, e isto não é opinião (doxa) é saber (episteme) que o universo assenta não numa tartaruga, nos pilares da União Europeia, ou que vagueia solto no espaço infinito. Gira em torno dum pénis, erecto ou em descanso, e que esse pénis é o meu.

O pouco autopeniscentrista, Sousa da Ponte, quando se encontrou meditando sobre os mistérios da cosmogenia, do centro do universo, da rainha santa Isabel e de outros problemas quejandos enquanto olhava embevecido para o seu próprio pénis em redor do qual gira todo o universo. Só não sabe se no sentido retrógrado ou anterógado.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Dicas para arruinar o ego dum homem:

Quando ele se despe e ela lhe vê o pénis:

Olha-lhe para o pénis e ri-se baixinho tentando disfarçar. Não precisa de dizer nada.

Frases terríveis:

- Sempre podemos ser amigos, não é?

- O tamanho não conta.

- Para mim o sexo não é tudo.


Durante a relação:

Gritar a pleno pulmões:

- Pedro, Pedro…! Quando ele se chama Joaquim.

- Ainda estas dentro?

- Telefonar a uma amiga.

No final:

Quando ele perguntou se gostou.

Silêncio de 30 segundos seguido de:

-Sim foi óptimo.
O adultério é completamente diferente quando praticado por homens ou mulheres. Nós os homens, e com muita vergonha o digo, somos bastante primários e não somos capazes de fazer planos muito elaborados.

A coisa é mais ou menos assim: um homem reage quase instantaneamente à perspectiva de dar uma por fora. Vê a pequena, oferece-se-lhe a possibilidade e lá vai ele com rabinho a dar a dar. Claro que chega a casa com o rabito ainda a dar a dar, o recibo do motel no bolso do casaco, uma meia ao contrário e com um ar de gozo que até faz doer.
Á primeira pergunta da mulher ele fica vermelho e começa a contar a reunião que teve de tarde com tantos pormenores que não deixa margem nenhuma de dúvida. Uma revista ao bolso, ao telemóvel e aos movimentos do cartão visa acabam com qualquer dúvida. Espera-o o sofá durante longos dias.

Quando uma mulher se decide pelo adultério faz a coisa bem planeada. Não utiliza o cartão. Duas semanas antes levantou o dinheiro para o quarto. Quando se despiu dobrou cuidadosamente a roupa e vestiu-se correctamente. Quando ele lhe pergunta onde esteve nessa tarde - ele telefonou e disseram-lhe que ela tinha saído ela fulmina-o :

- Nem te admito que duvides de mim. Eu não sou as suas amigas. Sou a sua mulher.

Isto dito a olha-lo nos olhos. Claro que nem lhe passa pela cabeça fazer mais perguntas.

Nada mais lhe resta que ir comprar um ramo de flores e pedir-lhe desculpa…senão sofá.
E também para o que lhe havia de dar: desconfiar dela.
O comportamento dos homens:

É-nos bastante difícil saber qual o comportamento correcto a ter e manter com as mulheres.

Parece que seja qual for o comportamento estamos sempre a perder, se não vejamos:

O tipo é um bocado para o bruto e se as coisas lhe cheiram mal levanta a voz e não se ensaia nada para dar um abanãozito à mulher :

É um bruto, um selvagem. Nem sei como ela o aguenta.

O tipo é bem-educado e incapaz de levantar a voz a mulher quanto mais dar um abanão:

É um banana, um frouxo. Nem sei como ela o aguenta.

No caso extremo da porrada. Se foi ele que deu:

Um criminoso, um selvagem. Cadeia com ele. Nem sei como ela o aguenta.

Se foi ela que deu é porque lá teria as suas razões. Só se perderam as que caíram no chão. Nem sei como ela o aguenta.

Quanto a adultério ou tentativas a coisa é mais ou menos assim:

Ele flirta com a menina da tabacaria e com as colegas:

É um mulherengo, só pensa em sexo. Não pode ver uma burra de saias. Nem sei como ela o aguenta.

Ele nunca flirta com ninguém:

É um encolhido parece que tem medos delas. Nem sei como ela o aguenta.

Ela flirta com os colegas e amigos.

Ele incomoda-se:

Tem ciúmes patológicos. Vê sexo em tudo e depois pensa que são todos como ele. Nem sei como ela o aguenta.

Ele não diz nada:

Um banana, se calhar é daqueles que gostam de ver a mulher com outro. Um tarado. Nem sei como ela o aguenta.



Ele é apanhado no Motel:

É um devasso, só pensa em mulheres. Um porco. Não me admirava que abusasse das filhas ou de meninos. Nem sei como ela o aguenta.

Ela é apanhada no Motel:

É porque ela tinha falta de alguma coisa em casa. Coitada. Ele praticamente meteu-a nos braços de outro. Nem sei como ela o aguenta.


Moral da história:

Como o resultado final é-nos sempre desfavorável vale mais ter o comportamento que nos der mais prazer. O resultado final é sempre o mesmo

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Um grupo de homens está em um animado churrasco,
quando o celular começa a tocar:
- Alô!
- Querido?
- Sim, querida.
- Está no churrasco?
- Estou.
- Sabe o que é? Acabaram de me telefonar dizendo que aquela
bolsa que eu havia ficado na fila de espera para comprar chegou,
posso comprá-la?
- Quanto custa esta bolsa?
- Quase 3.000... Na verdade, 3.800 reais...
- Humm..., está bem. Compre.
- Ah, que ótimo! Outra coisa... Acabei de passar em frente da concessionária
Mercedes e vi o último modelo que lançaram. É fantástico! Falei com o
vendedor e ele disse que pode fazer um preço camarada...
- Quanto é o preço camarada?
- Meu amor, são 60.000 reais!
- Bom, estamos com dinheiro nesse momento, então ok.
Mas por esse preço, quero com todos os opcionais.
- Pode deixar! E olha, antes de desligar só mais uma coisa.
- O que?
- Hoje de manhã, passei em frente daquela casa que vimos
na revista de decoração e que dissemos que ela seria perfeita
para nossa família, lembra? Pois acredite...Ela está a venda.
Aquela com piscina interna, um jardim lindo, com um gazebo
delicioso... Churrasqueira, completamente isolada e você nem
imagina... Decorada!
- E quanto é que ela custa?- Meu querido, perto de 900 mil
reais!
- Bom, pode comprar, mas pague, no máximo, esse valor.
- Está bem, meu amor. Obrigada!!! Então, um beijo.
- Outro, até logo.
Ele desliga o telefone e pergunta aos outros:
Olá, pessoal, alguém sabe de quem é este celular??...
O Papa e a proibição de ordenar os homossexuais, ou mais propriamente os adeptos duma cultura gay, não me parece um acto tão primário e irracional como o querem fazer querer.
È certo que a Igreja Católica tem estado afundada em escândalos de pedofilia, nomeadamente em Chicago – mas não só – que são de, em casa de ferreiro, bradar aos céus.
Obviamente que ao chefe máximo isto preocupa-o. Seria muito redutor imaginar que alguém como o Cardeal Ratzinger, actual Papa Bento XVI, reagisse primariamente pensando que obstava aos abusos pedófilos na Igreja correndo com os homossexuais. Seria um pensamento digno do Ferreira Torres ou de um taxista.
Não nos enganemos. O mais inculto e ignaro dos Cardeais da Cúria, mesmo aquele que toda a gente sabe que entrou por cunhas e para fazer número, é um homem brilhante. Podemos não concordar com ele, desprezar as suas opiniões…agora chamar-lhe burro!
E isto ao ultimo dos últimos…
Agora o que foi eleito…
Valha-nos o Deus de Israel e dois mil anos de Cristianismo.
O que está por detrás disto?
Uma tentativa de tomar o poder mais interessante que os livros de Dan Brown ?

Terá uma certa bicharia, como em Singeverga, ou noutros locais tentado tomar o poder?

O futuro o dirá.

Agora que ele não fez de borla não fez.
Mucho, señora, te diera
Por desenredar el nudo
De tu roja cabellera
Sobre tu cuello desnudo:
Muy despacio la esparciera,
Hilo por hilo la abriera.

José Marti
…
Oigo un suspiro, a través
De las tierras y la mar,
Y no es un suspiro, --es
Que mi hijo va a despertar.
Si dicen que del joyero
Tome la joya mejor
Tomo a un amigo sincero
…

José Martí

sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

Sentindo frio em minh'alma
Te convidei pra dançar
A tua
São dois pra lá, dois pra cá
Meu coração traiçoeiro
Batia mais que o bongô
Tremia mais que as maracas
Descompassado de amor
Minha cabeça rodando
Rodava mais que os casais
O teu perfume gardênia
E não me pergunte mais
A tua mão no pescoço
As tuas costas macias
Por quanto tempo rondaram
As minhas noites vazias
No dedo um falso brilhante
Brincos iguais ao colar
E a ponta de um torturante
Band-aid no calcanhar
Eu hoje me embriagando
de uísque com guaraná
Ouvi tua voz sussurrando
São dois pra lá, dois pra cá.

João Bosco

Gaivota/Am�lia Rodrigues//Alain Oulman/Alexandre O'Neill

Amália e O´Neill.

Que perfeito coração....
Agora,
que lembro,
As horas ao longo do tempo;

Desejo,
Voltar,
Voltar a ti,
desejo-te encontrar;

Esquecida,
em cada dia que passa,
nunca mais revi a graça
dos teus olhos
que eu amei.

Má sorte,
foi amor que não retive,
e se calhar distrai-me...
- Qualquer coisa que encontrei.


Pedro Ayres Magalhães

Quem se lembra disto ?

Website de Cor�n Tellado

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Malandrices!

E energúmenos cujos romances começam assim:


A casa que os Maias vieram habitar em Lisboa, no outono de 1875, era conhecida na vizinhança da rua de S. Francisco de Paula, e em todo o bairro das Janelas Verdes, pela casa do Ramalhete ou simplesmente o Ramalhete. Apesar deste fresco nome de vivenda campestre, o Ramalhete, sombrio casarão de paredes severas, com um renque de estreitas varandas de ferro no primeiro andar, e por cima uma tímida fila de janelinhas abrigadas à beira do telhado, tinha o aspecto tristonho de Residência Eclesiástica que competia a uma edificação do reinado da Sr.ª D. Maria I: com uma sineta e com uma cruz no topo assimilar-se-ia a um Colégio de Jesuítas. O nome de Ramalhete provinha de certo dum revestimento quadrado de azulejos fazendo painel no lugar heráldico do Escudo de Armas, que nunca chegara a ser colocado, e representando um grande ramo de girassóis atado por uma fita onde se distinguiam letras e números duma data.

E que terminam assim :

Os dois amigos lançaram o passo, largamente. E Carlos, que arrojara o charuto, ia dizendo na aragem fina e fria que lhes cortava a face:
- Que raiva ter esquecido o paiosinho! Enfim, acabou-se. Ao menos assentamos a teoria definitiva da existência. Com efeito, não vale a pena fazer um esforço, correr com ânsia para coisa alguma...
Ega, ao lado, ajuntava, ofegante, atirando as pernas magras:
- Nem para o amor, nem para a gloria, nem para o dinheiro, nem para o poder...
A lanterna vermelha do «Americano», ao longe, no escuro, parara. E foi em Carlos e em João da Ega uma esperança, outro esforço:
- Ainda o apanhamos!
- Ainda o apanhamos!
De novo a lanterna deslizou, e fugiu. Então, para apanhar o «Americano», os dois amigos romperam a correr desesperadamente pela rampa de Santos e pelo Aterro, sob a primeira claridade do luar que subia.


Desanimam qualquer um !