sábado, 4 de outubro de 2008

Nos 40 anos da célebre encíclica ‘Humanae Vitae’, de Paulo VI, a Igreja Católica reafirma a total condenação ao uso do preservativo e a todos os métodos artificiais de contracepção.
Esta posição de Bento XVI não surpreendeu os padres e os bispos em Portugal. Fonte da Comissão para o Laicado e Família, da Conferência Episcopal Portuguesa, disse ao CM que 'a posição da Igreja, nesta matéria, é conhecida e o que seria de estranhar era se o Santo Padre falasse noutro sentido'.
Pela imagem, e como parece apenas sexo oral, o risco não parece ser por aí além.
Avisa o Sousa Sua Santidade, certamente leitor assíduo deste elevado blog, que se sem preservativo não deve passar desta fase.
No entanto a decisão é dele, e do amigo, e cada um sabe de si e Deus, Nosso Senhor, de todos.
Era tudo claro,previsível e estava à vista de todos.
Só que antes da crise ninguem de juizo viu.
Claro que com tantos profetas da desgraça que todos os dias pares vem com uma nova teoria de descalabro económico e fim do capitalismo, e nos dias impares se dedicam a actividades mais curriqueiras como a bisca lambida, o adultério ou o futebol algum, por mero acaso irá acertar. Até há quem acerte no euromilhões. O que não me parece grande mérito.
Agora alguém de inquestionável bom senso que tenha alertado antes da merda acontecer parece-me que não houve ninguém.
E, é claro que ser profeta depois das coisas acontecerem é uma variante do prognósticos só no fim do jogo, não é ?
Agora no que toca às consequências é que me parece que estamos todos de acordo.
Estavamos todos a viver acima, muito acima, das possibilidades e agora apareceu o chato do gajo com a conta e acabou-se a alegria.
Vamos ter de apertar o cinto e vamos chupar com uma crise do caraças.
O Sousa aconselha o pessoal todo a evitar mais créditos e despesas supérfulas utilizando a pulsão consumista em algo mais produtivo como em fazer sexo.
É muito bom para o coração, artérias e para a disposição. Dizem que faz bem à pele e, para os mais distraidos , até é bem divertido.
A sério : da próxima vez que lhe der uma vontade enorme de gastar guita experimente substituir essa vontade por sexo, de preferência a mais de dois, e vai ver que é muito mais gratificante.
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Crise do subprime explicada às crianças...
Para quem não entendeu ou não sabe bem o que é ou gerou a crise americana, segue breve relato econômico para leigo entender...
É assim:
O seu Biu tem um bar, na Vila Carrapato, e decide que vai vender cachaça "na caderneta" aos seus leais fregueses, todos bêbados, quase todos desempregados. Porque decide vender a crédito, ele pode aumentar um pouquinho o preço da dose da branquinha (a diferença é o sobre preço que os pinguços pagam pelo crédito).
O gerente do banco do seu Biu, um ousado administrador formado em curso de emibiêi, decide que as cadernetas das dívidas do bar constituem, afinal, um ativo recebível, e começa a adiantar dinheiro ao estabelecimento, tendo o pindura dos pinguços como garantia.
Uns seis zécutivos de bancos, mais adiante, lastreiam os tais recebíveis do banco, e os transformam em CDB, CDO, CCD, UTI, OVNI, SOS ou qualquer outro acrônimo financeiro que ninguém sabe exatamente o que quer dizer.
Esses adicionais instrumentos financeiros, alavancam o mercado de capitais e conduzem a operações estruturadas de derivativos, na BM&F, cujo lastro inicial todo mundo desconhece (as tais cadernetas do seu Biu).
Esses derivativos estão sendo negociados como se fossem títulos sérios, com fortes garantias reais, nos mercados de 73 países.
Até que alguém descobre que os bêbados da Vila Carrapato não têm dinheiro para pagar as contas, e o Bar do seu Biu vai à falência. E toda a cadeia sifudeu !
Viu... é muito simples...!!!
Recebida por email
quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Não são só as testemunhas de Jeová e os Adventistista que tem a mania que isto está por um fio e que daqui a muito pouco vai ser o fim do mundo em cuecas. Quando caiu o muro de Berlim e o Gorbatchov fez as contas à defunta União Soviética e constatou aparvalhado que aquela merda estava mais falida que o Boavista Futebol Club e decidiu dar novo rumo à coisa falou-se do fim da história, que agora ia ser o diabo, e mais para aqui e que é o fim de tudo. Quando meia dúzia de imbecis se lembram de mandar uns aviões contra as torres gémeas ia ser o fim do mundo do sistema finaceiro e mais isto e mais aquilo. Pouco tempo antes, na mudança de 1999 para 2000 ia também ser o fim do mundo em cuecas e os avioões iam cair ao mesmo ritmo dos cabelos do Sousa e mais para aqui e mais para acolá. Agora é o fim do capitalismo.
Que a situação é grave é, ninguém o pode negar, mas deixemos as teorias apocalípticas para os crentes que isto daqui por um ano já não é nada e o pessoal já vai estar é a pensar nas próximas previsões apocalípticas por causa de outra merda qualquer.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Lendo outros blogs
Do nosso ponto de vista a solução até era milagrosa, tal como se afigurou para os corretores de Nova Iorque e para os políticos do Washington, muito deles eleitos graças a chorudos financiamentos feitos por alguns destes banco. Só que o americano que vive da produção de soja está mais preocupado em assegurar os subsídios agrícolas do que com o futuro dos accionistas dos bancos e alguns políticos tiveram medo de aprovar o plano de Bush.
Lido no Jumento (link nos blogs que o Sousa frequenta)
Nem às paredes confesso!

O Sousa confessa:
Quem faz boas acções vai para o céu, que compra boas acções vai para sitios mais giros.
E, queira Deus Nosso Senhor, no meio de tal confusão, parece ao Sousa, até agora, que fez a boa opção nas acções, fundos e boas acções.
Praise the Lord.
The Lord Is My Shepherd e, digamos que nem me tosquiou tanto como a minha ex.
So, praise the Lord.
E suba o dollar que o Sousa fica contente.
Ai se o meu fiscal de finanças sabe.....
O pobre do homem já gastou o dedo.
A Comissão Europeia acusou esta terça-feira os EUA de serem os principais responsáveis pela crise financeira. Os legisladores norte-americanos estão agora sob pressão, depois de um apelo dramático de Bush. Sem plano de emergência, as consequências serão "dolorosas e duradouras", avisou.
O porta-voz da Comissão Europeia (CE), Johannes Laitenberger, afirmou ontem que "os Estados Unidos devem assumir a sua responsabilidade nesta situação". Laitenberger defendeu que os EUA "têm responsabilidades especiais na turbulência que atravessam os mercados mundiais" e classificou o chumbo do plano Paulson, pelo Congresso norte-americano, como uma "decepção".
E continua o Sousa sem corrector e a dar-lhe para fazer referencias.....
Como tal pretendemos que o estado seja menos paternalista e deixe que as pessoas decidam o que é melhor para si.
A ingerência do estado na esfera privada parece-nos algo de horrível e passivel das maiores culpas.
Mais ou menos acreditamos, com a mesma fé irracional dos criacionistas da terra jovem que o ser humano entregue a si próprio vai evitar as armadilhas e, muito como o bom selvagem que até é muito de lá de casa, vai fazer as escolhas certas e ser um gajo, ou uma gaja , relativamente feliz.
Como diria Sto Agostinho Credo quod absurdum!
De facto a realidade é mais absurda do que o que podemos acreditar.
Podiamos agora começar uma guerra de interpretação entre Durkheim e Weber mas há algo em que os dois concordam: há factores, compreendamos ou não o que significam para o individuo que o ultrapassam e o fazem com que seja o gajo que faz a sociedade mas igualmente fruto dela.
É assim uma questão tipo quem nasceu primeiro a galinha ou o ovo. A resposta até é mais ou menos simples mas não é assim que nos interessa.
A verdade é que o qualquer criatura deste mundo sub-lunar é de tal modo condicionado pela sociedade que é levado a uma série de comportamentos pré-determinados e até bastante irracionais que se não houver uma entidade externa a ele está tramado e vai dar com os equidios na pluviosidade.
Vamos lá ao que interessa:
No plano meramene mental porque razão uma ser humano adulto não pode consumir – sabendo as consequências- qualquer tipo de substância, produto financeiro, esquema em pirâmide, comportamento sexual, acesso a bens e serviços, comprar um carro ou uma casa, jogar e etc e etc.
Parece-me claro que não havendo ininputabilidade o negócio feito por um adulto é no seu melhor interesse. Ou no da familia pelo menos.
Ora a realidade é que isto não é verdade de maneira nenhuma.
Vamos ver um caso prático e que até é pacifico:
O Snr K compra um carro cujas prestações, consumo, seguro e manutenção são claramente superiores às suas posses. Assinou o contrato e seis segundos depois, já ao volante do bólido, faz-se luz no seu cérebro e descobre que fez asneira da grossa. Anular o negócio, depois de assinado, é complicado e imoral.
O Snr L comprou um magnifico time-share, pagou, a mulher assinou e foram durante três dias comemorar a magnifica compra. Tem 15 dias para anular a compra.É moral.
Ora no primeiro caso é pacifico que assinada a coisa está o caso feito. Que na segunda há de facto razões para o estado dar um periodo de reflexção.
Do ponto de vista moral é bastante dificil distinguir entre uma e outra, não é?
Há apenas uma assunção que a compra do carro é mais racional e que no time-sharing os vendedores, mercê de pós de perlim-pinpin, enfeitiçam os compradores e eles devem ter um tempo para pensar na merda que fizeram.
Poderia alargar-me nos negócios em piramide que tanto sucesso tem. Estes são mesmo ilegais. O legislador achou que quem compra é tão tótó, que tem de prender o vendedor e anular o negócio. Muitas vezes contra a indignação do pato que vê as autoridades como os tais que o vão impedir de ficar rico em pouco tempo. Um bom exemplo de negócio em pirâmide QUASE legal está aqui:
http://newway-elite.com/NWEC/
Porque diabos é que o estado se deve meter num negócio, que até mete o BOB PROCTER, que tem PhD e tudo ?
Por uma razão simples é que uma quantidade significativa das pessoas precisa de ser controlada nas suas pulsões.
Uma quantidade muito significativa pensa que tem ideias brilhantes mas afinal não são ideias. São apenas gases.
Se liberazissamos o jogo, as drogas, os negócios em pirâmide, a possibilidade de descontar ou não para uma reforma e outras que agora não vem ao caso, o pessoal desgraçava-se.
O estado tem de intervir e dizer, em voz muito grossa : NÃO, NÃO VÁS POR AÍ!
Claro que isto se aplica não só ao povão. Era bestial pensar que eram apenas as pessoas ignorantes, pobres e tristes que acreditam nas testemunhas de jeová.
Não é bem assim.
Os senhores banqueiros, de fato cinzento, também não são sensiveis à ganância e a emprestar mais do que podem receber.
Quem é mais tolo ?
O Joaquim, analfabeto, que recebeu um cartão de crédito pelo correio com um plafond de 5000 euros (Taeg de 37.5% mais despesas de emissão e outras-coisas-nas-letras pequeninas-que-na-prática-são-quase-sessenta-por-cento) ou o snr dr que o enviou e que não viu que o Joaquim nem cem euros pode pagar ?
Claro que não pagou. E burro era se pagava. (universidade 0, analfabeto 2)
Ai estado...volta que estás perdoado....
Decidiu o Sousita neste post demonstrar a sua vasta erudição em questões de ciências socias, a maior incapacidade em escrever sem um filha da puta dum corrector ortográfico decente e , o que é mais, escrever disparate pegado. Para piorar o quadro de miséria deu-lhe, ao Sousa e não ao Adam Smith, para fazer citações e apelar para a autores acima de qualquer suspeita.
Irá sair sair muito disparate ? Penso eu de que ... sim. No entanto, e como diria o céguinho, a ver vamos.
Dizia o Sousa que sabe de fonte segura que a mão invisivel foi uma brincadeira de gosto mais ou menos grosseiro dos colegas do Adam Smith, Adam para os amigos, quando nos idos de 1738, tinha o rapazito 15 anos e frequentava a Universidade de Glasgow, dedicava grande parte do dia a jogar bilhar de bolso – ou pocket billiards numa versão melhorzinha ou o que é pior fondling the 'meat and two veg' – como se dizia na zona.
Um tipo mais grosseiro e dado a piadas do género depois de algumas bebidas alcoólicas e , diga-se de verdade, acicatado pelo grupo, sugeriu, entre soluços medonhos e alguns palavrões que a bem da decência e dos bons costumes nos recusamos a reproduzir que, e aí areferia-se ao bom do Adam, uma mão invísivel que lhe permitisse coçar a colhoeira ser-lhe-ia muita útil. Pelo menos ninguém via. Acrescentou alguns usos, e ao que parece costumes, cujos pelas mesmas razões de decência nos recusamos a reproduzir e mesmo comentar mas que a imaginção fértil do leitor poderá sem esforço de maior depreender.
È escusado dizer que o Adam ficou bastante lixado com o caso, deprimiu um pouco mas, e nestas coisas dos grandes homens, Deus escreve normalmente direito por linhas tortas.
O rapaz levou um vexame mas conseguiu duas grandes ventagens: deixou de coçar os guizos em público o que lhe permitiu o acesso a classes mais elevadas e educadas que, como toda a gente sabe, se abstém de coçar a fruta em público remetendo-se ao aconchego do lar para tais práticas proletárias ao abrigo dos olhares indiscretos.
Livre de tal mau hábito o que lhe faltava para entrar na galeria dos imortais ? Uma filosofia que o distinguisse dos vulgares mortais que se limitam a ler o que outros escrevem ou a esgalhar uma tese para conseguir o grau sem mais nada que os recomende.
Pensava, remoia, lia os clássicos, fazia palavras cruzadas mas nada, nem a mais pequena ideia. No entanto durante as horas de reflecção as filhas adolescentes e de formas generosas do padeiro, do carniceiro e do fabricante de cerveja passavam-lhe mesmo em frente à janela do seu quarto. Era muita hormona junta. Dele e delas. O velho hábito insidioso tentava-o e levava-o quase a voltar a coçar os guizos. Aqui vemos claramente a mão de Deus – salvo seja que apenas no sentido figurado – a impedir a mão do Adam a dedicar-se a tão funesto hábito. Pensou o nosso jovem – e lembrem-se leitores cruéis que o mancebo nem vinte anos tinha- que não que não o iria fazer mas que se tivesse a mão invisivel.... e foi aí que se fez luz!
Diga-se em favor da verdade que não comeu nenhuma. Oh pobre vitima da ciencia!
Juntou a mão invisivel e os progenitores das adolescentes e o resto é história:
"não é da boa vontade do padeiro, do carniceiro ou do cervejeiro que eu espero que se produza o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover os seus próprios interesses egoístas”
"laissez faire, laissez aller, laissez passer" não o pensou o bom do Adam no sentido que nós o temos agora quando viu passar por si as três adolescentes. O pudor impede-nos num blog decente de tentar sequer adivinhar o que lhe passou pela cabeça. Calemo-nos em sua memória. Diga-se para dar rigor à história que todas as três casaram mas não foram muito felizes nos enlaces acabando uma delas, não vale apena fulanizar a coisa e dizer qual, depois de várias vicissitudes nun bordel da zona. Misérias.
Voltemos ao colega abrutalhado e pouco dado à filosofia, e muito menos à riqueza ou pobreza das nações, que sugeriu, medonhamente bêbado, que o bom do Adam usasse uma mão invisivél para coçar a colhoeira.
Foi um infeliz. Abrutalhado como era contraiu mau matrimónio, foi corno, e acabou bastante mal. Em nada contribuiu para a ciência ou filosofia. Apenas dele um pensamento ficou, aparte algumas piadas ordinárias, e esse pensamento era que se o Adam tivesse uma mão invisivel ia passar a ter como principal actividade coçar os guizos e que ia acabar por gastar a pele dos tomates e ia acabar com um problema. Continuava a dissertação com alguns trocadilhos e usos para a mão invisivel que, como já dissemos antes, nos recusamos a reproduzir.
Falava sempre duma espécie de controlo sobre a mão invisivel que a impedisse de gastar ou pelo menos desgastar a pele dos tomates do Adam.
Felizmente vozes de burro não chegam ao céu.
Excepto é claro se for a burra de Balalão que até teve lugar de relevo na Biblia.
